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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Discos para história: Let It Be, dos Beatles (1970)


História do disco

"Estávamos passando pelo inferno. Nós fazíamos isso frequentemente. É uma tortura toda vez que produzimos alguma coisa. Os Beatles não têm nenhuma mágica que você não tenha. Sofremos toda vez que fazemos alguma coisa, e temos que lidar um com o outro. Imagine trabalhar com os Beatles, é difícil", disse John Lennon em entrevista ao jornalista Howard Smith em 1969, pouco depois das sessões de gravação de "Let It Be", disponibilizada pela primeira vez apenas em 2013.

"Há apenas tensão. É tenso toda vez que a luz vermelha [da gravação no estúdio] acende. Nós realmente nunca o terminamos [o álbum]. Nós realmente não queremos fazer isso. Paul [McCartney] estava nos apressando a fazê-lo", completou.

Em 1969, a tensão nos Beatles era cristalina como água. A maior banda de todos os tempos estava se esfacelando física e emocionalmente e não havia nada que ninguém pudesse fazer para salvá-los deles próprios. As sessões do projeto disco e documentário "Get Back", uma espécie de retorno às raízes com músicas mais simples, evidenciaram tudo isso. Muitas das gravações ficaram prontas antes mesmo do início do trabalho para "Abbey Road", lançado no final daquele ano. O longa contaria com a direção de Michael Lindsay-Hogg.

Mais do que uma amizade entre quatro pessoas, a parceria do Fab Four era considerado por pessoas próximas uma espécie de casamento criativo, principalmente entre Lennon e McCartney. Mesmo compondo nas solidões de suas respectivas mansões vitorianas, um sempre queria a opinião do outro para melhorar um esboço ou dar um toque final. Não é de graça que é considerada a parceria mais bem sucedida da história da música pop. E foi muito pela ruptura emocional dessa parceria no nível pessoal que a banda caminhou para o melancólico e triste fim.


O "Álbum Branco" havia dado a McCartney o impulso necessário para voltar a tocar ao vivo, algo que os Beatles pararam de fazer em agosto de 1966. O baixista colocou na cabeça que essa era a única maneira de manter a alma do grupo viva. Ele era, e provavelmente ainda é, um trabalhador incansável, e isso irritava os outros. McCartney queria mantê-los na rédea curta com suas exigências em demasia, enquanto os outros três viam os esforços com condescendência por acharem que era mais um projeto com assinatura dele.

O esforço de tocar ao vivo era rechaçado de todas as formas por George Harrison. O guitarrista simplesmente detestava todo agito das apresentações ao vivo, principalmente a exposição pública a que foram colocados -- segundo ele, anos depois, a banda parecia uma atração de circo. E ao visitar Bob Dylan nos Estados Unidos, ver alguns ensaios dele com a The Band e a relação que eles tinham, Harrison passou a almejar gravar bons álbuns e aparecer em público só quando queria, sem a necessidade "quase infantil por atenção", segundo ele mesmo disse à época, que McCartney tinha em se apresentar.

Ainda havia o fator Yoko Ono na jogada. Não apenas por ser mulher de Lennon, mas pelo fato de o vocalista querer que ela fizesse parte da banda. Isso irritou muito McCartney, mas principalmente Harrison. Anos relegado a um papel secundário e com "centenas de músicas guardadas ao longo dos anos", como diria o produtor Phil Spector no documentário "Living in the Material World", o guitarrista ficou irritado com o poder de decisão que ela ganhou só pelo fato de estar no estúdio e também por, mais uma vez, ter suas músicas desprezadas. No primeiro dia de trabalho, ele levou "All Things Must Pass" e foi ignorado -- seria um dos muitos hits do álbum triplo de mesmo nome lançado em 1970 e um sucesso estrondoso.

"O mais triste foi termos nos cansados uns dos outros. É como crescer em família. Ao chegar a uma certa idade, você quer sair, arrumar sua garota, seu carro, se afastar um pouco", disse George Harrison, anos depois, em aspas disponibilizadas no livro "Can't Buy Me Love", de Jonathan Gould.

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Lennon também era contra voltar aos shows e ainda queria gravar um disco mais cru e sem tantas interferências da produção de George Martin. O produtor estava se sentindo escanteado pela banda desde as gravações do "Álbum Branco", em que cada um gravou em um estúdio diferente, e pouco se fez presente nessas sessões, deixando o papel de responsável musical do projeto para o já consagrado engenheiro de som Glyn Johns. Banda e diretor tinham exatamente um mês para gravar tudo, já que o baterista Ringo Starr estava comprometido com as gravações de "Um Beatle no Paraíso" (1969), marcadas para começar em 1º de fevereiro. O projeto "Get Back" começou dia 2 de janeiro.

As tensões em estúdio eram altíssimas e tudo era motivo de discussão. McCartney estava frustrado com a preguiça da banda, Lennon tinha pouco material e não queria ficar ensaiando, e Harrison não gostou nada de ouvir reclamações sobre os complexos arranjos de "I Me Mine" por parte dos outros dois. Isso gerou mais uma briga épica, gerando a saída de Harrison da banda. Ele só voltaria duas semanas depois e foi agradado com a saída dos galpões do Twickenham Film Studios para um porão na sede da gravadora Apple, local em que um estúdio foi construído do zero em apenas quatro meses -- no fim, o lugar era tão inútil quanto gravar em um lugar sem nenhum equipamento e eles precisaram se virar lá mesmo com todo equipamento. Era a maneira de o guitarrista sentir-se mais próximo do trabalho feito pela The Band em "Music From the Big Pink" (1969). Ele também chamou o pianista e organista Billy Preston, que a banda conhecia desde 1962, para tocar com eles. Pretson agradou tanto que acabou contratado pela Apple no fim daquele mês, e Lennon queria que ele fosse uma espécie de quinto beatle, ideia rechaçada por McCartney com a frase "já é ruim o suficiente com quatro".

O tempo passou, ninguém sofreu calado e os pensamentos estavam em finalizar logo o trabalho. Quando faltavam apenas dez dias para o encerramento das gravações, as brigas deram um tempo e os envolvidos focaram em terminar tudo, principalmente escolher as músicas do show que aconteceria no telhado da gravadora Apple. Após dias de filmagens, era o melhor clímax que o diretor Lindsay-Hogg conseguiria filmar naqueles dias.

No dia 30 de janeiro, perto do meio-dia, o show improvisado começou e atraiu uma multidão de pessoas nas ruas e prédios próximos. A polícia chegou e o tal clímax que o diretor tanto queria para seu filme acabou por findar com a entrada dos agentes no prédio para diminuir o barulho. Não deixa de ser um reflexo da própria banda naqueles momentos finais: alguém precisando se meter para algo pequeno não se transformar em uma coisa grandiosa e fora de controle.

Finalizado, o projeto "Get Back" ficaria engavetado por quase um ano e meio até ser lançado em disco em 8 de maio de 1970 e nos cinemas uma semana depois com o nome "Let It Be". Muita coisa havia mudado entre os quatro desde as gravações do trabalho, gerando a disputa por dinheiro que selaria o fim em definitivo dos Beatles. Uma entrevista de Lennon sobre as finanças da Apple gerou outra briga entre a banda, mas deu ao ardiloso empresário Allan Klein a chance de tentar gerenciar o grupo. E ele foi atrás de quem? De Lennon, é claro.

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Encantado com Klein, Lennon queria que ele fosse o novo responsável pela Apple, mas McCartney queria colocar o sogro Lee Eastman como diretor da companha. Isso não agradou Lennon, que ganhou o apoio de Harrison e Starr. Para eles, o baixista já tinha o controle criativo do grupo, mas o financeiro era ultrapassar os limites. Nem mesmo um recado de Mick Jagger, rompido com Klein por divergências empresariais, para evitá-lo não adiantou. O auge disso tudo foi McCartney não querer assinar o contrato de agenciamento de três anos, enquanto os outros três o pressionaram. No fim, ele não assinou, e isso seria fundamental em sua defesa no tribunal ao alegar que nunca teve nenhum compromisso o empresário quando os outros tentaram romper com Klein anos depois. Em meio a isso, eles perderam a chance de comprar a NEMS, firma comandada por Brian Epstein até sua morte, e ainda perderam os direitos sobre a Northern Songs, companhia que distribuía as músicas da banda.

Mas a música ainda era algo importante, e eles gostavam de gravar como Beatles. "Abbey Road" nasceu disso e foi importante a ponto de gerar o adiamento do projeto "Get Back", agendado para julho de 1969. Após o lançamento do penúltimo disco da banda, Lennon anunciou que estava de saída, mas foi persuadido pro McCartney e Klein a adiar o anúncio em alguns meses por conta de compromissos comerciais. Nesse meio tempo, Klein negociou com a United Artists a distribuição do documentário das gravações do disco engavetado para concluir o último contrato assinado ainda com Epstein como empresário.

No início de 1970, Starr, Harrison e McCartney entraram em estúdio pela última vez como Beatles. "I Want You (She's So Heavy)" foi a última canção em que os quatro participaram em estúdio, mas como Lindsay-Hogg acabou usando uma parte de "I Me Mine" como fundo de uma dança de John e Yoko -- aliás, a letra foi inspirada na relação entre John e Paul, uma relação egoísta, segundo Harrison -- e a implicou no uso na trilha. O trio precisou entrar em estúdio por nove horas para gravar uma versão melhor e incluí-la no agora com nome definitivo "Let It Be".

Enquanto isso, cada um já tocava sua vida. Depois de um período em que só bebia e ficava em casa, McCartney arrumou forças para gravar as músicas do primeiro álbum solo. Starr também fez um movimento parecido no início do ano. E um ano depois das filmagens e gravações, Lennon e Klein contrataram o produtor Phil Spector para remixar as gravações da trilha sonora do documentário.


O clima já estava ruim, mas tudo piorou quando descobriram que McCartney havia negociado pessoalmente com a gravadora EMI a data de lançamento de "McCartney" (1970). Os outros três escreveram uma carta à gravadora pedindo o adiamento do trabalho para não eclipsar os lançamentos de "Sentimental Journey" (1970), disco solo de Starr, e "Let It Be". Ringo foi até a casa dos McCartney e foi ofendido por vários nomes, e os outros concordaram em adiar os próprios trabalhos. Mas a relação entre eles deteriorou de vez.

E no lançamento do primeiro álbum solo, McCartney deu o golpe final nos Beatles em uma auto-entrevista em que manifestava distância e pouca lembrança dos agora ex-companheiros de banda. Uma semana depois, a Apple soltou um comunicado anunciado a saída dele dos Beatles. Lennon, por óbvio, ficou furioso com o agora ex-amigo. Ele não havia contado a ninguém de fora do círculo da banda que estava de saída. O sonho havia acabado da pior maneira possível.

Lançado em 8 de maio de 1970, "Let It Be" é o posfácio da maior banda de todos os tempos e ainda gera discussões acaloradas. Para McCartney e Starr, o trabalho de é considerado uma afronta até hoje e, em 2003, lançaram "Let It Be... Naked", uma versão sem as mudanças feitas pelo produtor. George Martin, quando soube que não teria crédito de produtor no trabalho, disse: "deveria ter o crédito: 'Produzido por George Martin, super produzido por Phil Spector'". O detalhe é que entregaram o trabalho na mão de um produtor sem um único single de sucesso desde 1965, um reflexo da bagunça da banda ao deixar Klein e o produtor decidirem os rumos do trabalho. E para Lennon, o LP era "um monte de merda gravada" que "Spector fez o melhor que pôde".

Os Beatles nunca mais se reuniram como banda, apenas esporadicamente em gravações solo um dos outros, mas ainda se encontraram várias vezes nos tribunais ao longo de sete anos. "Let It Be" pode não ter sido a melhor despedida para quem mudou os rumos da música ao longo de toda década, mas consegue ser a última fagulha de um grupo estraçalhado emocionalmente por ser os Beatles.


Resenha de "Let It Be"

O álbum abre com "Two of Us", uma balada bem simples escrita por Paul McCartney sobre a relação dele com Linda Eastman pouco tempo antes de o namoro virar casamento. Mas, ao longo dos anos, muitos fãs e analistas das letras afirmam que McCartney escreveu sobre a relação com John Lennon, como trechos da letra podem (supostamente) comprovar. Aliás, foi na gravação dessa faixa que desencadeou a famosa briga entre o baixista e George Harrison, registrada pelas câmeras e disponibilizada no documentário de mesmo nome do álbum. O bonito dessa faixa é ouvir Lennon e McCartney dividindo o mesmo microfone como há muito não faziam.

"Dig a Pony" surge para mostrar como a composição de Lennon estava mais solta na reta final dos Beatles, quando ele se permitia brincar mais com as palavras, estrofes e trechos inteiros sem se preocupar muito em fazer algo grandioso. Talvez resuma bem o desejo dele em fazer um trabalho mais simples e mais próximo do início da carreira. Depois vem outra composição de Lennon, chamada "Across the Universe". Ele chegou a dizer, em 1970, que considerava a letra uma das melhores já escritas por ele pelo fato de ser uma poesia pura, simples e por conseguir sobreviver sem precisar de uma melodia ao fundo.

Não prevista para entrar no álbum, "I Me Mine" foi gravada às pressas no início de 1970 e é a primeira e duas contribuições de George Harrison no álbum. Longe de ser uma de suas melhores composições, a faixa fala sobre o ego inflado e divisão criativa, dois dos fatores determinantes para o fim dos Beatles. Talvez seja a música mais biográfica sobre o momento da banda na época do lançamento do álbum. O lado A ainda encontra espaço para duas bem curtas: "Dig It", um improviso em estúdio que durou quase um minuto de Lennon falando sobre personalidades da época, e "Maggie Mae", uma canção tradicional da música de Liverpool, um tipo de retorno às origens musicais dos integrantes.



Mas a grande faixa do lado A é "Let It Be". Mesmo estragada por Phil Spector na mixagem final -- o aumento desnecessário do solo de guitarra é um dos pontos negativos, assim como quase todo resto--, a canção conseguiu ser o destaque da primeira parte por ser uma balada em que McCartney consegue tirar o melhor de si próprio mais uma vez, como havia feito em "Yesterday" ou "Hey Jude" em um passado não tão distante assim. A versão em "Let It Be... Naked" (2003) mostra exatamente como era para ser.

Mais uma parceria entre Lennon e McCartney em que duas músicas diferentes foram unidas, "I've Got a Feeling" tem a energia do segundo no início e o realismo bem pontual do primeiro na parte final. Na sequência surge "One After 909", uma das primeiras composições da dupla feitas em 1957. Sem gostar de nenhuma versão, a dupla nunca quis lançá-la até aparecer um momento oportuno. E se era para ser um álbum simples e bem cru, por que não colocá-la? -- Billy Preston faz uma exibição de gala. Existe uma versão demo bem antiga da canção disponibilizada no "Anthology".

Lennon chamou "carinhosamente" "The Long and Winding Road", terceira canção do lado B, como "o último suspiro de Paul McCartney na música". Como bem sabemos, não foi. O baixista consegue, mais uma vez, tirar o melhor de si em uma canção sabotada na mixagem final. A balada triste sobre o fim de uma jornada ganha muito mais força na versão original, em que podemos ouvir o vocal triste de McCartney lamentando o fim dos Beatles ali, ao vivo, para seus colegas no estúdio. Curiosamente, Lennon tocou baixo nessa faixa.



Antes de ver a esposa cair nos braços de Eric Clapton, Harrison costumava escrever canções para ela. É o caso de "For You Blue", primeira e única vez que os Beatles gravaram um blues no andamento clássico do gênero. O guitarrista queria fazer uma canção feliz e assim o fez. Para fechar o álbum, "Get Back" surge como uma faixa em que McCartney trabalhou nela incansavelmente até conseguir encontrar o tom certo. Spector montou a faixa com diálogos de ensaios e a frase final de Lennon no show do telhado da Apple, criando a sensação de ser a canção executada no último show da banda.

"Let It Be" encerra a discografia dos Beatles sendo considerado o álbum do rompimento, já que banda não estava dando a mínima. Nenhum deles compareceu a estreia do documentário de mesmo nome e passaram apenas a atacar um ao outro através da imprensa e de processos judiciais. O fim de uma das maiores aventuras na Terra gerou quatro carreiras solos de sucessos variados ao longo dos anos e eternas discussões sobre quem é o melhor beatle.

Dizem que a vida é escrita certa por linhas tortas. Pois as linhas tortas dos últimos 18 meses não apagaram, e jamais apagarão, a história da banda que mudou a música pop para sempre.



Ficha técnica

Tracklist:

Lado A

1 - "Two of Us" (3:36)
2 - "Dig a Pony" (3:54)
3 - "Across the Universe" (3:48)
4 - "I Me Mine" (George Harrison) (2:26)
5 - "Dig It" (Lennon, McCartney, Harrison, Richard Starkey) (0:50)
6 - "Let It Be" (4:03)
7 - "Maggie Mae" (Traditional, arr. Lennon, McCartney, Harrison, Starkey) (0:40)

Lado B

1 - "I've Got a Feeling" (3:37)
2 - "One After 909" (2:54)
3 - "The Long and Winding Road" (3:38)
4 - "For You Blue" (Harrison) (2:32)
5 - "Get Back" (3:09)

As músicas foram compostas por Lennon/McCartney, exceto as marcadas.

Gravadora: Apple
Produção: George Martin (produção original) / Phil Spector (mixagem final)
Duração: 35min10s

John Lennon: vocal, vocal de apoio, guitarras, guitarra solo em "Get Back"; guitarra steel em "For You Blue"; violão em "Two of Us", "Across the Universe" e "Maggie Mae"; baixo de seis cordas em "Dig It", "Let It Be" e "The Long and Winding Road"; assobio em "Two of Us"

Paul McCartney: vocal, vocal de apoio, baixo, violão em "Two of Us" e "Maggie Mae"; piano em "Dig It", "Across the Universe", "Let It Be", "The Long and Winding Road" e "For You Blue"; órgão Hammond em "I Me Mine"; teclado em "I Me Mine" e "Let It Be"; maracas em "Let It Be"

George Harrison: guitarra; violão em "For You Blue" e "I Me Mine"; tambura em "Across the Universe"; vocal principal em "I Me Mine" e "For You Blue"; vocal de apoio

Ringo Starr: bateria; percussão em "Across the Universe"

Convidados:

Richard Anthony Hewson: arranjo de cordas e metais em "I Me Mine" e "The Long and Winding Road"

John Barham: arranjo do coral em "Across the Universe", "I Me Mine" e "The Long and Winding Road"

George Martin: órgão Hammond em "Across the Universe"; chocalho em "Dig It"; arranjo de cordas e metais em "Let It Be"

Linda McCartney: vocal de apoio em "Let It Be"

Billy Preston: teclado em "Dig a Pony", "I've Got a Feeling", "One After 909", "The Long and Winding Road" e "Get Back"; órgão Hammond em "Dig It" e "Let It Be"

Brian Rogers: arranjo de cordas e metais em "Across the Universe"



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