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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

3 Dicas da Júlia: Filmes de Taika Waititi


Finalmente a Júlia Gavillan voltou das férias eternas, agora indicando três filmes do diretor, ator e roteirista Taika Waititi. O que acharam? Ela está no Twitter e no YouTube.

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"Boy" (2010)

Provavelmente, "Boy" foi o primeiro filme que vi de Waititi e, talvez, esse realmente seja o melhor de todos para conhecer o estilo do cineasta. A história segue um garoto que vê o pai retornando inesperadamente para sua vida em busca de um tesouro. Quando eles se reaproximam, fica bastante claro que o pai não é exatamente como ele sempre imaginou. Ao longo da trama, traumas do passado são desenterrados e o pai do menino é obrigado a lidar com todas as suas próprias falhas.

"Boy" é um daqueles filmes que você ri chorando e chora rindo, um equilíbrio que Waititi foi aperfeiçoando ao longo dos anos. Fugindo da previsibilidade de um drama familiar, o cineasta acrescenta alguns elementos surreais para tornar o filme delicioso de assistir, principalmente porque o próprio Waititi interpreta esse problemático pai. Singular e memorável.




"O Que Fazemos nas Sombras" (2016)

"O Que Fazemos nas Sombras" é a história mais puramente cômica da carreira do cineasta. Co-escrito e co-dirigido com Jermaine Clement, do fantástico "Flight of the Conchords", esse mocumentário acompanha quatro vampiros que compartilham uma casa em um subúrbio de Wellington, na Nova Zelândia. Juntos, lidam com conflitos normais de convivência, a busca por alimento e, claro, tentam se manter atualizados sobre a vida moderna.

Brincando com todos os elementos de histórias de vampiros, "O Que Fazemos nas Sombras" é um dos filmes mais divertidos que vi na vida e, provavelmente, está na minha lista de melhores comédias que já vi. É o tipo de longa que continua divertido mesmo depois da primeira vez, porque você sempre encontrará piadas e referências sutis que perdeu na primeira assistida.




"Jojo Rabbit" (2019)

Mas se você quer chorar copiosamente, "Jojo Rabbit" é a pedida. Surpreendentemente indicado ao Oscar -- a Academia sempre pareceu gostar de um tipo específico de filme sobre guerra --, a história é baseada no livro "O Céu Que nos Oprime", escrito por Christine Leunens. Situado na Alemanha Nazista nos momentos finais da guerra na Europa, "Jojo Rabbit" usa a história de um menino e seu amigo imaginário, Adolf Hitler, para ponderar sobre o fanatismo e como essas crenças podem nos corromper como sociedade e indivíduos.

Magistralmente, Waititi oscila sua história entre o riso e a tragédia para expor o absurdo de algumas situações e sempre reforçar os perigos do preconceito. Além de nos lembrar que devemos sempre ser vigilantes, "Jojo Rabbit" também nos lembra que manter a esperança é fundamental.

PS do editor: depois do filme, vocês nunca mais vão ouvir "Heroes"/"Helden", de David Bowie, do mesmo jeito.

Clique aqui e ouça a trilha sonora.



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