Mais no blog:

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Resenha: Moby Doc, de Rob Gordon Bralver


Assistido na 13ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais, realizado dos dias 16 a 27 de junho

Duração: 92 min. Elenco: Moby, David Lynch, Julie Mintz, Gary Baseman. País: Estados Unidos.


Moby é um dos artistas de música eletrônica mais famoso de todos os tempos. Com seu jeito único, ele conseguiu conquistar multidões pelo mundo ao longo de mais de 40 anos de carreira. Então, por que não ele mesmo contar a própria história? Para começar, o pequeno Richard Melville Hall passou por poucas e boas antes mesmo de sair das fraldas. O pai alcoólatra morreu muito cedo, deixando a criança com uma mãe que não ligava muito para o próprio filho. É com esse começo "leve" e "edificante" que "Moby Doc" começa.

Dirigido por Rob Gordon Bralver e roteirizado pelo próprio músico, o longa é uma mistura de momentos experimentais com partes mais sérias dentro de vários estilos. Essa mistura apresenta partes encenadas, depoimentos mais sérios, momentos bonitos e uma edição que vai dividir muito a opinião das pessoas. Qualquer ferramenta de edição deve funcionar para ajudar o espectador a entender a história. Nesse caso em especial, tudo funciona bem com esse propósito.

Veja também:
Resenha: Zappa, de Alex Winter (2020)
Resenha: Dois Tempos, de Pablo Francischelli
Resenha: Paulo César Pinheiro - Letra e Alma, de Cleisson Vidal e Andrea Prates
Resenha: Wim Wenders - Desperado, de Eric Friedler e Campino
Resenha: Jair Rodrigues - Deixa que Digam, de Rubens Rewald

Estou no Twitter e no Instagram. Ouça o podcast, compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

A vida difícil desde criança o ajudou a ter criatividade para sobreviver até conseguir chegar ao inesperado sucesso com "Go", single de sucesso no Reino Unido que deu ao músico a chance de mudar de vida. Para o espectador não ficar perdido, o documentário é dividido por décadas e pelos cabelos de Moby. E assim ele virou um astro da música, no melhor e no pior de ser um astro da música. O que a quantidade enorme de dinheiro entrava, uma parte considerável era gasta em quantidades nababescas de bebida alcoólica.

Mesmo ele usando um tom leve para falar do alcoolismo, o documentário não esconde como isso foi um grande problema para a carreira. O sucesso de Moby atingiu um patamar muito alto, enquanto o fundo do poço foi muito fundo. Até que ele perdeu praticamente tudo. E quando pensava estar no fim, veio "Play" (1999), um dos melhores discos de tecnno de todos os tempos.

Mais:
Festival: In-Edit Brasil 2020

Da amizade com David Bowie até pensar em suicídio, Moby teve uma vida cheia de altos e baixos, até que voltar ao passado com única coisa que o confortava o fez um ativista pelo veganismo/vegetarianismo. O final tem uma certa filosofia barata, mas, no geral, é um bom documentário sobre uma figura única na música. Tão única que ele mesmo resolveu contar a própria história.

Avaliação: bom

Continue no blog: