segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Resenha: Autoramas – Libido


É o novo trabalho de estúdio da banda independente

Uma das bandas do cenário independente mais conhecida, o Autoramas conseguiu formar uma base de fãs fiel ao longo dos anos. Mesmo com a constante mudança na formação – apenas o vocalista e guitarrista Gabriel Thomaz segue desde o início –, a banda segue firme e forte com apresentações no Brasil e no resto do mundo. “Libido” é o sétimo disco de estúdio, sucessor de “O Futuro dos Autoramas” (2016).

O disco começa com a potente "Sofas, Armchairs and Chairs". Cheia de ruído, traz um ar meio amador que deixa essa abertura com um quê charmoso para quem não gosta tanto das perfeições dos discos feitos em estúdio. "Creepy Echo" e "Stressed Out" surgem logo depois mostrando que o Autoramas consegue fazer música grudenta e de enorme potencial para fazer sucesso nos shows, mesmo que um pouco abaixo dos melhores trabalhos – detalhe: são todas em inglês.

Veja também:
Resenha: Esperanza Spalding - 12 Little Spells
Resenha: Kurt Vile – Bottle It In
Resenha: David Crosby – Here If You Listen
Resenha: Charles Bradley – Black Velvet
Resenha: Eric Clapton – Happy Xmas
Resenha: Unknown Mortal Orchestra – IC-01 Hanoi
Resenha: Bixiga 70 – Quebra-Cabeça


Primeira em português, "Homem-Clichê" é o tipo de música que o Autoramas gosta de fazer: com refrão bem simples e de melodia bem dançante, e tudo isso é embalado pela guitarra bem alta. Se "Ding Dong" é daquelas que vai colocar o pessoal para pular em fazer muito esforço, "Non-Practitioner" retoma o inglês como língua da letra e serve para abrir a parte final do álbum.

A baixista Érika Martins tem seu espaço na balada – ou no que isso signifique no Autoramas – "No Futuro" e funciona muito bem como vocalista, enquanto "Eu Sei Mas Eu Não Sei" funciona bem e é só isso mesmo. A parte final reserva a boa e agitada "Coisa Pra Caramba Pra Fazer" e a bonitinha "Para o Alto e Avante".

O Autoramas segue fazendo um trabalho legal e dançante em “Libido”, mas está longe dos melhores momentos da banda. As quatro faixas em inglês não combinam muito com o resto do disco, e isso acaba fazendo diferença. A parte final soa melhor e acaba sendo a melhor coisa do álbum.

Tracklist:

1 - "Sofas, Armchairs and Chairs"
2 - "Creepy Echo"
3 - "Stressed Out"
4 - "Homem-Clichê"
5 - "Ding Dong"
6 - "Non-Practitioner"
7 - "No Futuro"
8 - "Eu Sei Mas Eu Não Sei"
9 - "Coisa Pra Caramba Pra Fazer"
10 - "Para o Alto e Avante"

Avaliação: bom




Siga o blog no Twitter Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: