segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resenha: Ty Segall – Fudge Sandwich


É o terceiro trabalho de estúdio do músico neste ano

Ty Segall é um dos músicos mais inventivos dos últimos anos. Dentro de um caos organizado, ele vem mostrando capacidade de fazer discos diferentes praticamente na sequência um do outro. Só neste ano, foram dois discos de estúdio – "Freedom's Goblin", no início do ano, e “Joy”, em parceria com White Fence. Em “Fudge Sandwich”, ele mostra outra faceta ao disponibilizar um disco de covers.

Ao abrir o disco com "Lowrider", Segall apresentou uma versão lenta e de vocal bem arrastado, apostando muito na parte experimental e em pegar o ouvinte com isso. A seguinte diminui bem esse tom, fazendo de "I’m a Man", do Spencer Davis Group, uma faixa bem agitada e, dentro do que o compositor apresentou em sua carreira, dançante.

Veja também:
Resenha: Greta Van Fleet – Anthem of the Peaceful Army
Resenha: John Grant – Love is Magic
Resenha: Elvis Costello & The Imposters – Look Now
Resenha: Rod Stewart – Blood Red Roses
Resenha: Mark Lanegan & Duke Garwood - With Animals
Resenha: Paul Weller – True Meanings
Resenha: The Magpie Salute – High Water I


Mas uma faixa que não parece mesmo um cover e espero que coração que Segall comece a tocá-la nos shows é "Isolation", de John Lennon. É impossível não ficar espantado como ele conseguiu dar outra cara a ela apenas fazendo modificações no arranjo. É o melhor cover do disco, já "Hit It and Quit it" ganhou uma pegada mais pesada na guitarra e deu uma guinada de 180º.

Ao ganhar o tom de balada, "Class War" foi outra que também ficou bem diferente da original, e "The Loner", de Neil Young, foi acelerada para ganhar força e é outra esperada para fazer parte da apresentações de Ty Segall daqui por diante. A sequência traz a competente balada "Pretty Miss Titty" e as agitadas "Archangel Thunderbird" e “Rotten to the Core".

E "St. Stephen" surpreende por ser uma música do Grateful Dead que ganhou uma roupagem mais rápida, beirando o punk, e bem divertida. E a balada melancólica "Slowboat" encerra o disco de maneira suave, reflexiva e inesperada.

Assim como todo disco de cover bem feito, Ty Segall parece divertir-se no processo, e podemos ouvir isso em cada faixa. Com uma cara própria sem parecer um sequestro de música, as faixas ganharam tons diferentes e, cada uma à sua maneira, encanta. É um álbum bem divertido, no fim das contas.

Tracklist:

1 - "Lowrider" (War)
2 - "I’m a Man" (Spencer Davis Group)
3 - "Isolation" (John Lennon)
4 - "Hit It and Quit it" (Funkadelic)
5 - "Class War" (The Dils)
6 - "The Loner" (Neil Young)
7 - "Pretty Miss Titty" (Gong)
8 - "Archangel Thunderbird" (Amon Düül II)
9 - “Rotten to the Core" (Rudimentary Peni)
10 - "St. Stephen" (Grateful Dead)
11 - "Slowboat" (Sparks)

Avaliação: bom




Siga o blog no Twitter Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: