quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Resenha: Paul Weller – True Meanings


Ex-The Jam disponibilizou recentemente um disco acústico

Da geração de bandas surgidas no fim dos anos 1970, o The Jam foi uma das melhores e mais inventivas do Reino Unido. Liderado por Paul Weller, o grupo conseguiu deixar sua marca em pouco mais de seis anos de existência. Weller encerrou as atividades por querer fazer outras coisas e não ficar preso no estilo que o levou ao sucesso. Na carreira solo desde o início dos anos 1990, ele vem lançando ótimos discos nos últimos anos (clique aqui e aqui para ler as resenhas). “True Meanings” é 14º disco de estúdio do cantor.

Ainda não é possível saber se Weller está diminuindo o ritmo ao apresentar um disco acústico nesse momento da vida, mas é claro que ele segue mais independente do que nunca para gravar o que bem deseja. Faixa de abertura, "The Soul Searchers" – assim como todo disco – apresenta uma qualidade imensa nos arranjos e na forma como a canção é apresentada ao ouvinte. As duas seguintes têm estilos diferentes, mas é “Gravity” que chama mais a atenção por trazer um estilo quase dos antigos bardos para contar sua história.

Veja também:
Resenha: The Magpie Salute – High Water I
Resenha: Willie Nelson – My Way
Resenha: Paul Simon – In the Blue Light
Resenha: Anna Calvi – Hunter
Resenha: Alice in Chains – Rainier Fog
Resenha: Miles Kane – Coup de Grace
Resenha: Mahmundi – Para Dias Ruins


"Old Castles" entra no grupo de faixa em que o cantor e compositor escolheu para dar mais agito ao disco. Sem sair da proposta, ele consegue entregar algo mais pesado, no que é logo finalizado em "What Would He Say?". Em "Aspects", Weller entrega uma das melhores músicas da carreira por trazer versos muito bonitos (It's always inside you/ As old as the sun/ It's holding the answers/ As new as the young) e emenda com “Bowie”, uma bonita homenagem a David Bowie, morto em 2016.

O estilo muda um pouco em "Come Along", quando um tom gospel aparece em uma balada romântica de letra simples e efetiva para emocionar, já "Books" coloca a influência da música indiana como parte de um disco simples em passar sua mensagem, mas com uma beleza de emocionar qualquer um.

O resultado desse novo disco de Paul Weller é saber que ele grava o que quiser e quando quiser. Poder algo cheio de guitarras ou acústico, ele sabe exatamente o que deseja passar para quem gosta de boa música. E faz isso como poucos.

Tracklist:

1 - "The Soul Searchers"
2 - "Glide"
3 - "Mayfly"
4 - "Gravity"
5 - "Old Castles"
6 - "What Would He Say?"
7 - "Aspects"
8 - "Bowie"
9 - "Wishing Well"
10 - "Come Along"
11 - "Books"
12 - "Movin' On"
13 - "May Love Travel with You"
14 - "White Horses"

Avaliação: muito bom




Siga o blog no Twitter Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: