sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Resenha: Greta Van Fleet – Anthem of the Peaceful Army


Banda disponibilizou o primeiro disco de estúdio recentemente

O Greta Van Fleet é dessas bandas novas que utilizou os novos recursos disponíveis para atingir o público antes mesmo do lançamento do primeiro disco cheio, chamado “Anthem of the Peaceful Army”. E municiado de uma boa dose de propaganda, a banda conseguiu gerar uma grande expectativa para esse álbum.

"Age of Man" abre o disco e surge a voz de Joshua Kiszka, que mais parece um Geddy Lee de segunda mão. De arranjo suave, quase etéreo, a faixa tenta criar um clima para atrair o ouvinte, mas a letra é muito fraca ao utilizar de rimas simples, quase infantis, para fazer isso. A tal comparação com o Led Zeppelin fica mais clara em "The Cold Wind" e "When the Curtain Falls" – parecem cópias sem dó do catálogo de uma das melhores bandas do século 20.

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O clima psicodélico de "Watching Over" e o hard rock de "Lover, Leaver" são duas tentativas de emular o clima dos anos 1970, mas mais parece um grupo de estudantes que acabou de tomar seu café descafeinado e pronto para mudar o mundo com hashtags nas redes sociais. Para não dizer que somente há críticas, "You're the One" é uma boa música, dessas bem grudentas mesmo. Sem perceber, estava cantando pela casa. Isso é sinal de bom trabalho, mesmo parecendo composta pela banda do filme “Quase Famosos”.

"The New Day" é a típica balada no violão em que entra no bingo de “música que entra no disco para completar a lista” e "Mountain of the Sun" acelera um pouco as coisas, mas não muito, porque o pessoal pode não aguentar tanta violência. Para fechar: "Brave New World" é sem sal e "Anthem" é a tentativa pretenciosa de escrever o hino de uma geração.

O Greta Van Fleet soa como uma banda de funcionários do Whole Foods meio hippies que decidiram “acelerar um pouco o som” para usar mais as guitarras. O resultado acaba sendo uma banda que parece ter descoberto a máquina do tempo, voltou até 1969, pegou todas as referências daquela época e colocou uma embalagem hipster sem agrotóxicos diretamente de algum bairro cheio de gente com bigodes estranhos. O disco entrega muito pouco do que a embalagem apresenta. É como tomar um café desses descolados cheios de notas de alguma coisa e que custam uma fortuna, quando só quero um café quente e forte.

Tracklist:

1 - "Age of Man"
2 - "The Cold Wind"
3 - "When the Curtain Falls"
4 - "Watching Over"
5 - "Lover, Leaver (Taker, Believer)"
6 - "You're the One"
7 - "The New Day"
8 - "Mountain of the Sun"
9 - "Brave New World"
10 - "Anthem"

Avaliação: muito ruim




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