terça-feira, 28 de agosto de 2018

Resenha: Alice in Chains – Rainier Fog


Veterana banda está no terceiro disco com William DuVall como vocalista

O Alice in Chains é uma das bandas clássicas que surgiu no fim dos anos 1980 e conseguiu fazer sucesso com vários de seus contemporâneos na mesma época. "Facelift" (1990) abriu o caminho, mas foi em "Dirt" (1992) que a banda atingiu o patamar atual. Após a morte do vocalista Layne Staley (1967-2002), o grupo resolveu seguir com William DuVall no vocal principal.

Terceiro disco da banda com DuVall, “Rainier Fog” começa com "The One You Know". A primeira faixa do disco é bem pesada e bem Alice in Chains. Ou seja, o disco já começa de uma maneira bem confortável para os fãs. E a faixa-título, uma homenagem a Seattle, consegue destacar bem toda potência da guitarra de Jerry Cantrell, que também surge com bastante força no riff em "Red Giant".

Veja também:
Resenha: Miles Kane – Coup de Grace
Resenha: Mahmundi – Para Dias Ruins
Resenha: Bombino – Deran
Resenha: Carne Doce – Tônus
Resenha: Johnny Marr – Call the Comet
Resenha: Body/Head – The Switch
Resenha: Natalie Prass – The Future and the Past



Uma das qualidades do Alice in Chains é fazer bem a ponte entre a primeira e a segunda parte das faixas. Dois exemplos disso estão em "Fly”, com mais de cinco minutos, e “Drone”. Ambas têm estrutura e arranjos parecidos para reforçar a posição sonora da banda, sem grandes alterações desde sempre. E "Deaf Ears Blind Eyes" salienta o lado bem melancólico das letras da banda, aquele lado em que podemos perceber que as palavras vêm de um lugar muito profundo de Cantrell.

Melhor faixa do disco, "Maybe" consegue acertar do início ao fim ao colocar um refrão bem fácil para o ouvinte, uma melodia apoiada no violão e uma bonita história em forma de música. A parte final começa com a normal "So Far Under", passa para a agitada "Never Fade" – a mais curta do disco com pouco menos de cinco minutos e uma homenagem a Chris Cornell (1964-2017) – e termina com "All I Am".

Dentre os três discos da fase DuVall, “Rainier Fog” soa o menos inspirado do que os outros, apesar de uma produção mais caprichada e um pouco mais limpa. “Black Gives Way to Blue” (2009) e “The Devil Put Dinosaurs Here” (2013) soaram mais empolgantes e mais cheios de energia, quase algo vindo de uma banda nova. Não é um disco ruim, apenas serve para mantê-los nos trilhos. Só não sei se será suficiente.

Tracklist:

1 - "The One You Know"
2 - "Rainier Fog"
3 - "Red Giant"
4 - "Fly"
5 - "Drone"
6 - "Deaf Ears Blind Eyes"
7 - "Maybe"
8 - "So Far Under"
9 - "Never Fade"
10 - "All I Am"

Avaliação: bom




Me siga no Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: