sexta-feira, 27 de julho de 2018

Resenha: Johnny Marr – Call the Comet


Guitarrista lança terceiro disco solo da carreira

Quem me acompanha nas redes sociais, principalmente no Twitter, sabe que gosto muito do trabalho de Johnny Marr nos Smiths e na carreira solo. "The Messenger" (2013) e "Playland" (2014) são dois bons trabalhos, sendo o primeiro ligeiramente melhor do que o segundo, que colocaram o guitarrista em uma boa posição após anos como membro integrante de outras bandas. Ao cair de cabeça na carreira solo, pudemos lembrar de como seus riffs poderosos foram parte fundamental dos Smiths.

"Call the Comet", novo disco de Marr, começa com um riff bem reconhecível em "Rise" para mostrar que está mais em forma do que nunca. E também relembra como ele consegue fazer letras bem assobiáveis – ou seja, fáceis para decorar. "The Tracers" traz um guitarrista com mais peso, enquanto "Hey Angel" coloca o lado mais melódico e cheio de efeitos à disposição do ouvinte. Porém é em "Hi Hello" que encontramos a faixa mais Smiths, vamos dizer assim. O andamento, as viradas... Tudo lembra algumas das faixas mais famosas da famosa banda britânica dos anos 1980.

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"New Dominions" parte para uma linha mais experimental que, sinceramente, não faz muito sentido se comparada com as anteriores – mais simples e identificáveis. E se não fosse um disco solo de Johnny Marr, eu poderia jurar que "Day In Day Out" é um single perdido dos Smiths, já "Walk Into the Sea" parte para uma linha mais melancólica e bem longa com seus pouco mais de seis minutos.

O refrão fácil de cantar junto volta em "Bug", em que você ficará com “Farm got took away/ No more, no good today/ Nah nah no more/ Nah nah no more” por alguns dias na sua cabeça, e o lado experimental voltou em "Actor Attractor" em um clima meio apocalíptico e soturno. A parte final começa com "Spiral Cities" e "My Eternal" e o teor mais pop de ambas – sendo a segunda bem acelerada e com pouco menos de três minutos e meio. E fecha com "A Different Gun", uma linda balada de ótimo refrão ("Everyday is a different sun/ Blows away in a different gun/ And we're holding onto everyone/ To be warned by the heat/ And we're taking every day that comes/ Everyday from a different gun/ Stay and come out tonight/ Stay and come out tonight").

Call the Comet mantém Johnny Marr como um ótimo guitarrista e um compositor de mão cheia. O único problema é a duração: 57 minutos é muito tempo e pareceu pura enrolação em algumas faixas. Ainda assim, é um disco muito bom que poderia ser ainda melhor, já que o material é bem coeso e segue uma linha do início ao fim. Mas uma coisa é certa: Marr ainda não decepcionou na carreira solo. Que siga assim.

Tracklist:

1 - "Rise"
2 - "The Tracers"
3 - "Hey Angel"
4 - "Hi Hello"
5 - "New Dominions"
6 - "Day In Day Out"
7 - "Walk Into the Sea"
8 - "Bug"
9 - "Actor Attractor"
10 - "Spiral Cities"
11 - "My Eternal"
12 - "A Different Gun"

Avaliação: muito bom




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