segunda-feira, 16 de julho de 2018

Fim da compra de música pelo iTunes marcaria fim de uma época


Site apurou que há chance de o serviço acabar em 31 de março de 2019

A indústria da música passou por mudanças importantes nos últimos anos com a chegada do streaming com bastante força. Para quem não é um ávido colecionador, ter um catálogo imenso de discos e playlists prontas é algo que facilitou muito ouvir música a qualquer hora do dia ou da noite. Esse movimento trouxe uma onda de ouvintes, claro. E pode gerar o fim de um dos serviços pioneiros nessa mudança de comportamento do consumidor dos últimos 20 anos.

De acordo com o ‘Digital Music News’, o iTunes está com os dias contados. Segundo a apuração do portal, o serviço acabará em 31 de março de 2019 – coincidentemente, o último dia para fechar o balanço do ano anterior.

Um dos motivos é a própria Apple ver um crescimento vertiginoso do Apple Music, seu próprio serviço de streaming. Enquanto a compra de música em formato digital teve queda e foi responsável por apenas 15% dos lucros da indústria no ano passado, o streaming disparou e ultrapassou o formato físico pela primeira vez. Ou seja, a empresa não vê sentido em manter um serviço que está rendendo muito menos do que outro.

Veja também:
Ninguém soube explorar tanto uma crise na relação como Jay-Z e Beyoncé
Anthony Bourdain e o amor pela música
Live Nation compra Rock in Rio: vem um festival (ainda) mais igual aos outros?
O futuro chegou: receita de música por streaming supera vendas físicas
Promoção 2 x 1, 60% de desconto... Promotores brasileiros são estranhos
Kendrick Lamar não precisa (mesmo) do Grammy


O iTunes foi um marco na revolução digital da música. Criado em meio ao caos vivido por conta da pirataria, a loja de downloads foi a cereja do bolo do plano de recuperação elaborado por Steve Jobs (clique aqui e aqui para resenhas de biografias que explicam bem esse movimento revolucionário) para tirar a Apple do buraco e torná-la o que virou hoje aos olhos do mundo.

O Apple Music ainda está muito longe do Spotify em termos de assinantes: são 38 milhões – número alcançado recentemente – contra 75 milhões. Mas, de acordo com projeções, existe uma grande chance de finalizar 2018 com 50 milhões de assinantes. E há uma diferença fundamental entre os dois: a Apple não tem plano grátis, diferente do principal concorrente. Quem quiser usar o serviço, precisa pagar R$ 16,90 por mês no plano individual – essa é outra briga, já que as gravadoras são contra o plano grátis, mas isso é assunto para outro texto.

Ainda de acordo com o site, a Apple não planeja fechar o serviço de maneira definitiva. Quem tem músicas por lá não perderá nada, apenas não poderá mais comprar.

No meio da tecnologia, talvez nenhum outro setor passou por tantas transformações como a música. Depois de um período batendo cabeça contra a pirataria, o iTunes chegou para diminuir o impacto da perda do dinheiro. Agora com o streaming, gravadoras vivem um novo período de bonança – nunca se ouviu tanta música como em 2017 e o número só vai subir pelos próximos anos. Símbolo dessa retomada, o iTunes terá para sempre seu nome nos livros de história como um ponto de virada em facilitar a vida do consumidor. Resta saber qual será a próxima revolução.


Me siga no Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!