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terça-feira, 18 de julho de 2017

Resenha: Ride – Weather Diaries


Banda inglesa traz o primeiro disco de estúdio em mais de 20 anos

Uma das grandes bandas inglesas dos anos 1990, o Ride foi símbolo da cena shoegaze na Inglaterra – como sempre abordamos por aqui, o Reino Unido é outra coisa –, mas as famosas "diferenças criativas" acabaram por colocar um ponto final nas atividades do grupo logo após o lançamento de Tarantula (1996), então último trabalho em estúdio. Há pouco mais de três anos, Andy Bell, Laurence Colbert, Mark Gardener e Steve Queralt colocaram as diferenças de lado para uma celebrada reunião. E, como sempre acontece nesses retornos, estavam cobrando um disco de inéditas.

Pois chegou no mercado e nos serviços de streaming de sua preferência Weather Diaries, primeiro disco de inéditas do grupo em 21 anos. Mostrando que as melodias ainda seguem bem afiadas, "Lannoy Point" abre o trabalho de maneira leve ao conseguir apresentar a banda para uma nova geração ao mesmo tempo em que os novatos na discografia não ficam espantados com essa primeira faixa. O ritmo é mantido na bonita e poética "Charm Assault".

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As duas primeiras preparam o ouvinte para a estranha "All I Want". Se as duas primeiras eram de letras curtas e repetitivas, essa é longa e evita as repetições. O vocal de apoio ajuda a criar esse efeito típico do shoegaze, esse subgênero maravilhoso, que também pode se dar bem em baladas do estilo de "Home Is a Feeling" – balada é um jeito de falar, porque é o mais próximo de uma música de letra e melodia leves e descompromissadas. Já a bonita faixa título retorna aos longos momentos instrumentais e cheios de efeitos nos instrumentos.

"Rocket Silver Symphony" é daquelas faixas que soam instrumentais no início por levar pouco mais de dois minutos para começar de fato, mas não é. E ainda soa otimista, diferente das anteriores. Se "Lateral Alice" soa como uma típica faixa do rock inglês que ganhou uns efeitos na guitarra, "Cali" é uma balada romantica-esperta-adolescente-bonitinha que segue na toada da animação.

A instrumental "Integration Tape" tem toda uma "vibe" quase meditatória e serve para abrir a melancólica "Impermanence". E o final é reservado para a bonita "White Sands" (Always forever change/ I wish some things could stay the same/ I've been thinking of back in time/ I never knew what was mine).

Esse novo álbum do Ride está longe dos melhores momentos da banda, mas não dá para falar que é ruim. Além de conseguir mostrar todos os membros da banda em plena forma, ainda consegue apresentar o grupo para uma nova geração de fãs.

Tracklist:

1 - "Lannoy Point"
2 - "Charm Assault"
3 - "All I Want"
4 - "Home Is a Feeling"
5 - "Weather Diaries"
6 - "Rocket Silver Symphony"
7 - "Lateral Alice"
8 - "Cali"
9 - "Integration Tape"
10 - "Impermanence"
11 - "White Sands"

Nota: 3,5/5



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