No YouTube

terça-feira, 23 de maio de 2017

Resenha: Blondie – Pollinator


Banda lançou novo trabalho no início deste mês

Assim como muitas bandas surgidas na mesma época, o Blondie tentou se renovar de maneira errada ao apostar suas fichas em um disco de música eletrônica. A banda já tem sua própria sensualidade e público, e não precisava desse recurso tosco para atrair mais gente. Quando o primeiro single de Pollinator saiu, mais recente trabalho em estúdio do grupo, o fio de esperança de algo melhor surgiu no horizonte das boas novas. Porque o Blondie tem muita história para ser manchada com um disco bem abaixo das expectativas.

A agitada "Doom or Destiny" abre o trabalho com seu refrão simples e grudento, e com a participação da gigante Joan Jett na divisão do vocal com Debbie Harry no refrão para dar mais força – e funciona bem. É a típica faixa new wave feita para colocar o pessoal para dançar. E isso é mantido na seguinte, a bonitinha com ares de melancolia "Long Time" – os sintetizadores reinam absolutos nessa faixa que, assim como a primeira, também apela para uma batida e refrão grudentos.

Veja também:
Resenha: Paul Weller – A Kind Revolution
Resenha: Gorillaz – Humanz
Resenha: Mark Lanegan Band – Gargoyle
Resenha: The Afghan Whigs – In Spaces
Resenha: Feist – Pleasure
Resenha: BIKE – Em Busca da Viagem Eterna
Resenha: Ray Davies – Americana


"Already Naked" tem um ar de sensualidade um pouco estranho e uma letra mais ainda, enquanto "Fun" é bem parecida com as anteriores. Aqui há o pecado da repetição da mesma fórmula, e isso pode enjoar um ouvinte com menos disposição a ouvir o registro na íntegra. Mas se você conseguir passar por essas duas, cairá na ótima "My Monster". Debbie Harry parece estar melhor do nunca e, em companhia de uma banda bem afiada, mostra que o Blondie ainda pode produzir boas faixas.

A sequência com as animadas "Best Day Ever" e "Gravity" e a "When I Gave Up on You" primeira balada do disco – em um estilo bem country, diga-se – mostram uma banda ainda afim de não viver apenas de seus principais hits. O que é sempre bom, pois. O final reserva a volta dos sintetizadores ("Love Level"), o apelo dançante ("Too Much") e uma melancolica incomum neste álbum ("Fragments").

Não é nem de longe o melhor disco do Blondie, mas, pelo menos, é melhor do que o último. Era difícil ser pior do que aquilo, vamos combinar. O importante desse 11º álbum de estúdio da banda é ver como eles ainda conseguem incendiar uma pista de dança e colocar o pessoal para dançar.

Tracklist:

1 - "Doom or Destiny" (featuring Joan Jett)
2 - "Long Time"
3 - "Already Naked"
4 - "Fun"
5 - "My Monster"
6 - "Best Day Ever"
7 - "Gravity"
8 - "When I Gave Up on You"
9 - "Love Level" (featuring John Roberts)
10 - "Too Much"
11 - "Fragments"

Nota: 3/5



Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!