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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Resenha: The Libertines – Anthems for Doomed Youth


Se tem uma banda que não esperava um disco ainda nesse ano era o Libertines. Aliás, é espantoso pensar que Pete Doherty ainda está vivo para contar sua história por aí. Mas acabou sendo uma coisa natural, principalmente depois da assinatura de contrato com a gravadora Virgin/EMI no fim de 2014. Sem medo de ser feliz, a banda retorna com novas canções 11 anos depois de The Libertines, primeiro lugar nas paradas, o que não foi suficiente para impedir o encerramento das atividades por quase uma década.

O início bem pop de "Barbarians" é um indício que o Libertines voltou em Anthems for Doomed Youth, e isso fica ainda mais claro com a pegada britânica da faixa – sim, existe um estilo britânico de encarar as coisas –, aumentada quando ela fica mais animada e cheia de energia. A balada "Gunga Din" soa quase um reggae em começo, mas alterna com momentos de força da guitarra de Carl Barât – ele lançou disco solo no início deste ano. Mas as duas não são boas o suficiente para animar o ouvinte a seguir na audição.

Uma dica: continue.

"Fame and Fortune" melhora e traz um pouco do Libertines de antes, principalmente pelo tom de ironia da letra, e a faixa-título é uma bonita balada sobre a vida ser bonita e como é possível vivê-la de muitas formas que, aparentemente, é cheia de referências de momentos da vida de Doherty.

Outra canção bem leve, "You're My Waterloo" faz referências a momentos históricos ocorridos desde o século 19, lugares e pessoas importantes na história, sendo outra de melodia bem bonita e delicada. Já "Belly of the Beast" entra na lista das animadas, feitas para colocar o público para dançar durante as apresentações. E "Iceman" tem uma abertura bem melancólica, só voz e violão, mas vai ganhando contornos à medida que vai contando a história do personagem principal.

Como um passe de mágica, o disco ganha outra cara nas cinco canções finais. A começar pela ótima "Heart of the Matter", essa, sim, uma verdadeira faixa do Libertines – animada, cheia de riffs de guitarra e um Pete Doherty bem animado. Basicamente, é rock inglês do início dos anos 2000. "Fury of Chonburi" derruba um pouco isso, porém é compensada pela ótima canção pop "The Milkman's Horse", uma aula de como fazer um ‘baladão’ do gênero.

A quase punk "Glasgow Coma Scale Blues", outra muito inglesa de refrão grudento, e a pesada, triste, melancólica e de refrão intrigante (And everything he ever did/He only ever did for Love/Everything he ever Said/He only ever said for Love/And now, now he lies dead/He’s dead for Love/He’s mind’s at ease/He sleeps in peace) "Dead for Love" encerram o álbum.

Pode não ser um trabalho brilhante, mas melhora muito na parte final. E, como não esperava nada brilhante, as canções comuns do início acabam não atrapalhando muito. O Libertines está de volta com algumas boas canções para fazer a alegria dos fãs. E é isso que importa.

Tracklist:

1 - "Barbarians"
2 - "Gunga Din"
3 - "Fame and Fortune"
4 - "Anthem for Doomed Youth"
5 - "You're My Waterloo"
6 - "Belly of the Beast"
7 - "Iceman"
8 - "Heart of the Matter"
9 - "Fury of Chonburi"
10 - "The Milkman's Horse"
11 - "Glasgow Coma Scale Blues"
12 - "Dead for Love"

Nota: 3/5



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