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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Álbuns de estúdio: Radiohead


O Radiohead é uma das bandas mais inventivas de sua geração. Com oito discos de estúdios lançados, sendo o último de 2011, eles conseguiram se descolar do rótulo de banda de rock e deram outros rumos em suas carreiras. Por incrível que pareça, não há um só disco ruim feito por eles - um feito histórico desde o início dessa seção.


Pablo Honey (1993)

O primeiro álbum do Radiohead tem aquele ar de adolescente dos anos 1990. Apesar de ser um disco datado, mostra bem como era aquela época. Com canções recheadas de guitarras barulhentas, melodias fortes e letras românticas, Pablo Honey é um bom trabalho – mas só. O super-hit “Creep”, outro retrato de muita gente que tinha entre 12 e 19 anos, é muito bom, pop da mais alta qualidade. Em linhas gerais, vale a pena tê-lo como parte para entender um período da música em que se buscava o próximo Nirvana.

Nota: 3/5


The Bends (1995)

Se Pablo Honey era o início tímido do Radiohead, que acabou sendo impulsionado por um hit espetacular, The Bends é a evolução disso. Mais melódico e melhor trabalhado nas composições e na melodia, facilmente é um dos melhores discos lançados nos anos 1990 – e, talvez, o melhor de 1995. Aqui, Thom Yorke já mostrava uma pré-disposição para fazer coisas diferentes e sair do comum. Para ficar no exemplo mais conhecido: "Fake Plastic Trees" é uma das grandes canções daquela década. E não chega nem perto do conceito de “Creep”. A banda mostrava ao mundo que fazer diferente seria seu caminho natural.

Nota: 5/5



OK Computer (1997)

Terceiro disco do Radiohead, Ok Computer é o mais cheio de experimentalismo até aqui. E, por incrível que pareça, é o mais lembrado de toda discografia da banda. Os singles "Paranoid Android" e "Karma Police" são os grandes sucessos, mas não são apenas eles que marcaram os fãs. OK Computer, talvez, só fique atrás de Nevermind, do Nirvana, no quesito importância histórica nos anos 1990. Também é um dos trabalhos fundamentais para entender essa década.

Nota: 5/5


Kid A (2000)

Encerrando a tríade iniciada em The Bends, Kid A é outro álbum excelente do Radiohead. A partir do momento em que a banda comprou a ideia de Yorke para fazer coisas diferentes, mais ligadas ao eletrônico do que as guitarras, esses ingleses que chegaram a ser taxados como substitutos do Nirvana mostraram ao mundo da música que ainda existia espaço para inovação. E não apenas inovar, mas usando ferramentas já conhecidas do público. Outro disco impecável.

Nota: 5/5



Amnesiac (2001)

Ainda mais eletrônico do que os anteriores, Amnesiac tem mais referências à ópera, krautrock e jazz. Também acima da média, parecendo mais um lado B de Kid A, esse quarto álbum do Radiohead não desce de cara e você pode demorar anos para entendê-lo porque é um disco mais difícil mesmo. Mas com paciência e um pouco de maturidade, foi uma ótima maneira de o grupo entrar no século 21.

Nota: 4,5/5



Hail to the Thief (2003)

Como caminho natural de toda banda, o retorno às raízes do Radiohead foi bem aceito por todos em Hail to the Thief. Sem perder o rumo dos três discos anteriores, eles conseguiram aliar mais guitarras e mais instrumentos do rock à mistura com já consagrado eletrônico. Não é um disco tão genial quanto os últimos, mas conseguiu mantê-los no topo como um dos mais inventivos grupos de sucesso que passou pela música.

Nota: 4/5



In Rainbows (2007)

Ninguém sabia, mas In Rainbows mudou a forma do mundo consumir música. Logo que foi lançado, o Radiohead optou por deixar na mão do comprador o preço do álbum – tudo facilitado pelo fim do contrato com a gravadora EMI. No período difícil em que a indústria estava vivendo, foi uma bela jogada. Musicalmente falando, é outro grande disco da banda, um dos melhores da primeira década deste novo século.

Nota: 4,5/5


The King of Limbs (2011)

Encerrando a discografia da banda, The King of Limbs é um disco mais difícil do que os outros e, confesso, demorei a entendê-lo. Mas alguns anos de experiência me deram a certeza de que é outro bom álbum. Não tão inventivo como outros e mais introspectivo, esse oitavo álbum é um exemplo de como o Radiohead conseguiu ser linear em sua história na música.

Nota: 3,5/5

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