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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Álbuns de estúdio: Foo Fighters


Para nova seção do blog, escolhi o Foo Fighters pelo fato de a banda dividir opiniões. Uns acham que Dave Grohl é uma mala sem alça e usa a estrutura do grupo, e sua fama como ex-baterista do Nirvana, para se autopromover. Do outro lado, muitos os colocam como uma das melhores coisas no rock dos últimos anos. Vamos ouvir e decidir quem tem razão.


Foo Fighters (1995)

Não é mais novidade falar que Dave Grohl gravou o primeiro disco do Foo Fighters em uma semana, sozinho, em um estúdio em Seattle, em 1994, menos de um ano depois da morte de Kurt Cobain. Segundo ele, estava na hora de colocar o passado para trás e tentar uma nova carreira. Todas as canções gravadas eram demos prontas para uso, sendo nove delas compostas no período em que foi baterista do Nirvana. Bem recebido pela crítica, o álbum abriu as portas para um novo Grohl: vocalista e líder de sua própria banda, que ganharia cara depois com as entradas do baixista Nate Mendel, do baterista William Goldsmith e do guitarrista Pat Smear, amigo de longa data e também ex-Nirvana. O disco contém exatamente o que ele fez a vida inteira: pesar a mão em todos os instrumentos sem dó, além de letras biográficas com um toque de humor.

Nota: 3,5/5


The Colour and the Shape (1997)

O segundo disco deu a cara que a banda tem até os dias atuais ao misturar canções com guitarras bem altas com baladas que viraram clássicos. Mas não foi fácil, porque Grohl não gostou dos resultados das gravações de Goldsmith na bateria e optou por refazer tudo sem que o baterista soubesse. Dave ainda o convidou para seguir como músico de turnê, algo que ele recusou. Era a primeira de uma série de saídas do grupo ao longo de dez anos. Mesmo com o clima pesado, isso não afetou a qualidade do disco, que consolidou o trabalho do ex-baterista como compositor e líder de banda. "Monkey Wrench", "My Hero", "February Stars" e "Everlong" estão neste disco.

Nota: 4/5


There Is Nothing Left to Lose (1999)

Se anterior foi feito durante uma crise, o terceiro não tomou um caminho diferente. Entre uma gravação e outra, o guitarrista e amigo de Grohl Franz Stahl foi demitido por não conseguir fazer parte da banda durante o processo de composição do novo disco. Com apenas três membros, o Foo Fighters lançou There Is Nothing Left to Lose em novembro de 1999. "Stacked Actors", "Breakout", "Learn to Fly", "Generator" e "Next Year" são alguns dos hits que esse álbum tem, consagrando um estilo. Esse foi o primeiro de uma sequência de Grammys que eles ganhariam – a partir desse ano, Grohl e Cia levam o Grammy de Melhor Álbum de Rock cada vez que colocam um trabalho à venda.

Nota: 4/5


One by One (2002)

Para One by One, a banda recrutou Chris Shiflett para ser o segundo guitarrista. Mas o clima, mais uma vez, não estava nada favorável. Com Grohl desgostoso com os rumos das gravações, ele resolveu gravar disco e participar da turnê do Queens of the Stone Age como baterista, algo que ele não fazia desde os tempos de Nirvana. Os outros membros ficaram furiosos, e isso quase acabou com o grupo. Quase. No fim, eles fizeram as pazes e regravaram todo material, porém isso não garantiu trabalho na mesma qualidade dos três anteriores, apesar de conter "All My Life" e "Times Like These", canções que não podem faltar no repertório dos shows.

Nota: 2,5/5


In Your Honor (2005)

Para comemorar os dez anos de banda, Grohl decidiu fazer um disco duplo. O primeiro, com canções mais pesadas, traz um Foo Fighters mais maduro em alguns momentos. Apesar dos hits (“DOA, “Best of You” e “Resolve”) no disco 1, o álbum tem os mesmos problemas do anterior: peca por ser irregular e pela falta de consistência em algumas faixas. Já o disco 2 é inteiramente pautado pela suavidade dos instrumentos, acústicos ou não, mas o repertório agrada muito pouco de maneira geral – as participações de Norah Jones e John Paul Jones são interessantes. “Cold Day in the Sun” e “Another Round” são as únicas que subiram um patamar e conseguiram sobreviver por mais tempo.

Nota: 2,5/5


Echoes, Silence, Patience & Grace (2007)

No sexto disco de estúdio, a inspiração dos últimos discos, uma mistura entre acústico e elétrico, foi a marca de Echoes, Silence, Patience & Grace – a retomada do grupo depois de uma turnê inteiramente acústica. E essa pegada conseguiu dar consistência e equilíbrio, algo que vinha faltando. O resultado não chega perto dos melhores momentos deles, mas satisfaz pelo simples fato de existir um caminho em que é possível vislumbrar voos mais altos do que nunca. “The Pretender”, “Let it Die”, “Long Road to Ruin” e a belíssima “Home” são os pontos altos.

Nota: 3/5


Wasting Light (2011)

A expectativa para o então novo trabalho do Foo Fighters era gigante – pelo tempo sem músicas inéditas e por tudo que foi criado antes do lançamento. Apostando em métodos antigos de gravação, Grohl acertou o alvo: de longe, é o disco em que há mais do que duas ou três canções com potencial de hit. Além disso, enfim, acabou a pressão de ser ex-membro do Nirvana, de ser baterista e de fracassar. Ao conseguir fazer um trabalho com essa qualidade, contando com a ajuda de Butch Vig na produção, o grupo mostrou que tem potencial para ser um dos maiores do mundo, basta acabar com a irregularidade. Um grande compositor e ótimos músicos não faltam.

Nota: 4,5/5


Sonic Highways (2014)

O problema desse disco são as letras genéricas em excesso. Parece que não havia nada muito preparado, e Grohl acabou fazendo a letra na hora ou reciclando algum material antigo. Parece muito aquela fase da banda pré-Wasting Light em que eles estavam perdidos. Como trilha sonora do documentário funciona muito bem, mas é muito abaixo se isolado da série. Não é ruim, é bom. O problema que para uma banda desse patamar e desse tamanho, nem sempre ser bom é suficiente.

Nota: 3/5

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