segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Resenha: The Velvet Underground, de Todd Haynes


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O Velvet Underground foi uma banda que influenciou dezenas de milhares de jovens ao longo dos anos, apesar de determinadas pessoas falarem que não, só despejarem obviedades sobre música e ficarem famosas com isso. Para homenagear a banda, era necessário um documentário que fosse exatamente como eles: um tanto caótico, mas extremamente coerente com eles mesmos.

É exatamente do trabalho feito por Todd Haynes no excelente "The Velvet Underground", disponível no Apple TV+. São pouco mais de duas horas em que o diretor consegue fazer um trabalho muito bonito e contar a história de maneira envolvente ao ponto de eu querer ver o documentário de novo. E de novo.

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Formado por Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker, o Velvet Underground ganhou prestígio quando ficou sob as asas de Andy Warhol. Haynes tem o mérito de construir a narrativa em que a banda é inserida nesse novo contexto artístico surgido na Nova York dos anos 1960. Com depoimentos de Cale e Tucker — únicos integrantes ainda vivos — artistas, pessoas próximas e muitos dos envolvidos falam sobre a banda e a essa cena cheia de nomes talentosos.

Conhecer essas pessoas e vê-las falando sobre aqueles dias é incrível, ainda mais em um longa onde as imagens de arquivo, de áudio e vídeo, surgem aos borbotões. Muitos teriam se perdido ou feito apenas o básico, mas aqui ser ousado na narrativa e na edição era importante. E aqui entra o bom gosto de Haynes, que consegue fazer de "The Velvet Underground" não só um documentário, mas uma homenagem a todas essas pessoas que estiveram lá e deram o que podiam. De Warhol a Nico, de Jonas Mekas a Allen Ginsberg, de John Cage a Danny Fields, todos foram fundamentais nisso.

Se você gosta de música, você precisa assistir já; se você gosta de cinema, também. Agora se você gosta de ambos, você já deveria ter visto há dias. Haynes não conta a história de maneira comum. E nem deveria. Afinal, o Velvet Underground não foi uma banda comum. E Jonathan Richman sabe disso melhor do que qualquer um de nós.

Avaliação: excelente

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