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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Resenha: trilha sonora de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas


Mais recente sucesso da Netflix, a animação "A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas" fala sobre uma família bem diferente que acaba sendo a última esperança da humanidade contra robôs revoltados que desejam eliminar todos os seres humanos da Terra. No meio de tudo, a relação entre os personagens, principalmente entre pai e filha, acaba sendo um fio condutor da trama feita para divertir e emocionar qualquer um.

Dos mesmos criadores de "Homem Aranha: No Aranhaverso", o longa tem uma edição que mescla bem a tensão, a aventura e os momentos mais agitados, que ganham em velocidade, referências, cores e muito, muito trabalho dos animadores em conseguir mudar o tipo e a reação dos personagens quase instantaneamente.

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Para ajudar na história, vem um dos trunfos do trabalho: a trilha sonora de Mark Mothersbaugh. Integrante do DEVO com anos de experiência em animações, ele consegue colaborar e muito no andamento do filme. O momento exige drama? Lá vem um conjunto de cordas carregado e cheio de emoção. O momento exige algo mais corrido? Ele também consegue. E os momentos de correria? Ele evoca o lado da loucura de fazer parte de uma das melhores bandas do pós-punk.

Trilha e filme se complementam muito bem, em um trabalho que parece ter sido feito um para o outro. Mothersbaugh usa todos os truques que conhece, de orquestras a sintetizadores, para ajudar a dar uma cara às aventuras dos personagens principais, suas respectivas características, dramas, qualidades e defeitos.

Mothersbaugh vem ganhando cada vez mais destaque nas trilhas sonoras em animação, estilo de filme em que há mais liberdade criativa, algo que ele entende muito bem desde o início da carreira. E "A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas" não poderia ter alguém mais adequado para compor os temas de uma das melhores animações do ano.

Avalição: ótimo

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