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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Resenha: Idles - Ultra Mono


É inegável que o Idles é uma banda potente e cheia de energia, tanto nas letras quanto no alto volume dos instrumentos tocados. Com o álbum de estreia, chamado "Brutalism" (2017), conseguiu chamar atenção da crítica em um disco muito elogiado. E o mais incrível é ter conseguido manter o nível no segundo, lançado pouco mais de um ano depois, de nome "Joy as an Act of Resistance" (2018).

Novo álbum da banda, "Ultra Mono" abre com a pancada "War", um improviso brutal feito em estúdio logo no início das gravações. Um indicativo do que vem pela frente, de como eles podem soar pesados mesmo restritos a um lugar fechado para falar sobre como é importante lutar as próprias guerras internas -- e o melhor de tudo, é claro, é vencer.

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Ao longo do trabalho, o Idles mostra como o baixo é um instrumento muito importante na hora de dar o peso necessário às faixas -- "Grounds" é o melhor exemplo. Mas é em "Mr. Motivator" que eles conseguem encontrar o melhor de tudo, no que inclui a guitarra muito ativa, em uma faixa bem dançante feita para, segundo a banda, "ajudar a atravessar esse momento de merda". Bom, não é assim uma vacina contra covid-19, mas ajuda.

O disco também aborda outros temas, como ansiedade, problemas da sociedade britânica e sobre não precisa ser um idiota quando se está em um show, por exemplo. Mas o álbum não é apenas sobre temáticas, também é sobre um grupo que consegue reunir o melhor o punk, do rock de garagem e todo peso possível para contar suas histórias de maneira feroz.

O final é reservada para "Danke", aquele tipo de encerramento que dá um tantinho de esperança sobre o futuro -- nem que seja algo muito pessoal, no sentido de as coisas darem certo para você em meio ao caos. E é assim que o Idles encerra um disco muito bom ao apresentar temas importantes de um jeito bem pesado. Que sigam assim.

Tracklist:

1 - "War"
2 - "Grounds"
3 - "Mr. Motivator"
4 - "Anxiety"
5 - "Kill Them with Kindness"
6 - "Model Village"
7 - "Ne Touche Pas Moi" (featuring Jehnny Beth)
8 - "Carcinogenic"
9 - "Reigns"
10 - "The Lover"
11 - "A Hymn"
12 - "Danke"

Avaliação: muito bom




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