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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Resenha: Gorillaz - Song Machine, Season One: Strange Timez


Damon Albarn é (foi) líder do Blur, uma das bandas mais importantes nos anos 1990 ao ponto de rivalizar no mercado interno com o Oasis. Quando o grupo deu um tempo das atividades, ele se aventurou em outros projetos musicais. O mais famoso deles é o Gorillaz, a animação que ganhou o mundo com clipes dos mais criativos. Ao longo dos anos, Albarn também se aprofundou na música de outros países e, com ajuda de muita gente, construiu uma forte identidade a ponto de, musicalmente hoje, ser mais relevante do que qualquer um dos irmãos Gallagher.

Essa ânsia de aprender e essa capacidade em reunir talentos acabou gerando o projeto "Song Machine, Season One: Strange Timez", em que Albarn e Remi Kabaka Jr, os nomes por trás do Gorillaz, juntaram um time enorme de grandes nomes dos mais diversos gêneros musicais para falar sobre os mais diversos assuntos. Tudo isso acompanhado por animações lançadas ao longo dos últimos meses, um trabalho incrível e, ao mesmo tempo, muito difícil.

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Cada artista colocou um pouco de si na faixa, então ao abrir com a faixa-título com a participação de Robert Smith, vocalista do The Cure, a mistura entre a música feita por ele com o Gorillaz fica muito clara. Ninguém invade o espaço do outro, mostrando ser um projeto de cocriação musical, não apenas de participação especial para um trabalho. Esse é o barato em ouvir esse álbum, perceber como conseguiram juntar vozes tão diferentes em canções tão entrelaçadas e com sentido narrativo.

Algumas acabam se destacando mais, como a dançante "Chalk Tablet Towers", momento em que St. Vincent e Albarn dividem o vocal; "The Pink Phantom", com a participação de Elton John; "Aries", com o baixo de Peter Hook mandando ver; e, claro, a última faixa da versão de luxo com a participação de Tony Allen, um dos bateristas mais influentes de todos os tempos.

É trabalho que, além de ser muito acima da média, é uma jornada musical pelos quatro cantos do mundo. Albarn, um pesquisador musical nato, conseguiu criar com Kabaka Jr um trabalho muito completo ao reunir essa gama de artistas tão diferentes. É muito difícil não querer ouvir mais e mais esse álbum, um reflexo dos tempos atuais em que o contato com outros gêneros musicais está a um clique. Só se fecha para o mundo quem quer.

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Tracklist:

1 - "Strange Timez" (featuring Robert Smith)
2 - "The Valley of the Pagans" (featuring Beck)
3 - "The Lost Chord" (featuring Leee John)
4 - "Pac-Man" (featuring Schoolboy Q)
5 - "Chalk Tablet Towers" (featuring St. Vincent)
6 - "The Pink Phantom" (featuring Elton John and 6lack)
7 - "Aries" (featuring Peter Hook and Georgia)
8 - "Friday 13th" (featuring Octavian)
9 - "Dead Butterflies" (featuring Kano and Roxani Arias)
10 - "Désolé (Extended version)" (featuring Fatoumata Diawara)
11 - "Momentary Bliss" (featuring Slowthai and Slaves)
12 - "Opium" (featuring EarthGang)
13 - "Simplicity" (featuring Joan As Police Woman)
14 - "Severed Head" (featuring GoldLink and Unknown Mortal Orchestra)
15 - "With Love to an Ex" (featuring Moonchild Sanelly)
16 - "MLS" (featuring JPEGMafia and Chai)
17 - "How Far?" (featuring Tony Allen and Skepta)

Avaliação: ótimo

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