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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Resenha: METZ - Atlas Vending


Os canadenses do METZ seguem fazendo bastante sucesso por aqui pouco mais de três anos do lançamento do último disco de inéditas. Nesse período, eles lançaram uma compilação com lados B, raridades e músicas não lançadas entre 2009 e 2010, além de um disco ao vivo disponibilizado com exclusividade no Bandcamp. Ou seja, eles vivem grande fase.

Para celebrar esse ótimo momento, a banda soltou recentemente "Atlas Vending", quarto trabalho de estúdio da carreira. Ao ouvir os primeiros momentos de "Pulse", já dá para saber que é -- mais um -- álbum especial. Forte e pulsante, a faixa de abertura mostra todo peso e fúria de um grupo que não parece nada pronto para abrir mão do que sabe fazer de melhor. O nível de brutalidade só aumenta em "Blind Youth Industrial Park", que quase ficou de fora por não soar pronta depois de várias tentativas.

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O METZ também traz várias referências do punk e do pós-punk como Gang of Four ("The Mirror"), Buzzcocks ("No Ceiling"), The Damed ("Hail Taxi") e Echo & The Bunnymen ("Framed by the Comet's Tail"). É uma banda que consegue misturar a velocidade e a fúria com um lado mais experimental para falar sobre diversos assuntos -- de paternidade até como se concentrar no que importa é muito importante à medida em que a idade chega ("Parasite").

Mas é a última faixa do trabalho, "A Boat to Drown In", o destaque por conseguir conectar todos os álbuns lançados até o momento, funcionando como um elo para entendermos a força do METZ ao vivo, em estúdio e nas músicas não lançadas.

"Atlas Vending" mostra um grupo ainda melhor no que sabe fazer sem perder a originalidade em canções sobre diversos assuntos. Os canadenses do METZ merecem ir muito longe na carreira.

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Tracklist:

1 - "Pulse"
2 - "Blind Youth Industrial Park"
3 - "The Mirror"
4 - "No Ceiling"
5 - "Hail Taxi"
6 - "Draw Us In"
7 - "Sugar Pill"
8 - "Framed by the Comet's Tail"
9 - "Parasite"
10 - "A Boat to Drown In"

Avaliação: ótimo

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