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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Duas resenhas: Kelly Lee Owens e Bettye LaVette


Kelly Lee Owens - "Inner Song"

A música eletrônica de hoje tem pouco a ver com o início do gênero e o primeiro grande momento, ali nos anos 1980, para virar algo calçado em pouca originalidade. Então quando aparece alguém como Kelly Lee Owens é para se prestar bastante atenção. Em "Inner Song", segundo álbum de estúdio da carreira, Owens apresenta bastante inventividade ao misturar elementos diversos -- do eletrônico raiz até o dream pop, agora conhecido mundialmente por conta de Lana Del Rey. O destaque do álbum vai para "Corner of My Sky", com participação de John Cale, ex-Velvet Underground, e seu ar Joy Division.

Avaliação: muito bom

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Bettye LaVette - "Blackbirds"

De uma geração que começou cedo a cantar clássicos do R&B, Bettye LaVette só foi lançar o primeiro disco da carreira no início dos anos 1980 -- até então só havia lançado singles e nenhuma gravadora apostava nela como uma grande vendedora de álbuns. Mas ela seguiu firme e, 40 anos depois, disponibiliza "Blackbirds", novo álbum da carreira, em que ela faz versões de sucessos de outras cantoras afro-americanas -- como Nina Simone, Billie Holiday e outras. É o tipo de álbum muito profundo e muito emocional -- e emocionante. Aos 74 anos, a cantora parece ter atingido o auge. Uma ótima notícia.

Avaliação: ótimo


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