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terça-feira, 19 de maio de 2020

Resenha: Moby - All Visible Objects


Moby está cada vez mais engajado nas lutas de coisas que achar certo. Da política ao vegetarianismo, ele usa as redes sociais para verbalizar o que tem vontade. Além disso, ele já escreveu duas das três partes da autobiografia e ainda segue compondo mais do que nunca -- são seis discos de estúdio nos últimos quatro anos, em diversos formatos e projetos, incluindo o novo chamado "All Visible Objects", disponibilizado recentemente em diversos formatos.

Assim como muitos de seus contemporâneos recentemente, Moby resolveu apostar no que o levou ao estrelado: a estética da música eletrônica dos anos 1990. Então, basicamente, o novo álbum dele é composto por diversas batidas cheias de ritmo ao longo de quase 75 minutos de duração -- sim, é muito tempo, mas acaba fazendo bastante sentido dentro da proposta.

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Então, não é o tipo de álbum em que dá para esperar qualquer tipo de novidade ou inovação. Aliás, é difícil saber se na música de maneira geral é possível esperar algo do tipo. Moby escolheu fazer um trabalho até simples para ele, uma vez que já havia feito isso antes, e para o público, uma vez que os fãs não vão estranhar em nada o estilo.

Pode ser apelar para o lado fácil da coisa? Para alguns até pode ser. Mas Moby vai conseguir exatamente algo bem parecido com o resultado de seus contemporâneos: um resgate de um tempo um tanto mais simples para eles no assunto fazer música. Se hoje, a música eletrônica parece apenas o fim de uma linha em que apenas remixes são conhecidos por parte do público, "All Visible Objects" funciona como um catalisador de criatividade em meio a um processo repetitivo do mainstream do gênero.

Não é um álbum genial, tampouco um divisor de águas em pleno 2020 de uma pandemia, mas o 17º álbum do produtor mostra ao mundo que a música eletrônica ainda é um lugar de originalidade e espaço para criatividade, não apenas um lugar para engenheiros de obras prontas. Moby não muda a roda, porém faz relembrar que existiu um tempo não tão distante em que o gênero era algo cheio de energia e certa individualidade musical.

Tracklist:

1 - "Morningside"
2 - "My Only Love"
3 - "Refuge"
4 - "One Last Time"
5 - "Power Is Taken"
6 - "Rise Up in Love"
7 - "Forever"
8 - "Too Much Change"
9 - "Separation"
10 - "Tecie"
11 - "All Visible Objects"

Avaliação: bom



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