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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Resenha: Mark Lanegan - Straight Songs of Sorrow


Mark Lanegan tem sido extremamente produtivo nos últimos anos, preenchendo a discografia com muitos trabalhos de inéditas. Desde 2012, são seis trabalhos novos e com boas críticas dos especialistas e do público, mostrando que o caminho de trovador solitário escolhido por ele gera frutos sem precisar ficar pendurado em coisas do passado. "Straight Songs of Sorrow", 12º álbum de estúdio, surge na semana da divulgação da autobiografia chamada "Sing Backwards and Weep: A Memoir" (ainda sem data no Brasil até a publicação desse post), um biografia que está gerando bastante polêmica entre os ex-companheiros de banda nos últimos dias.

O novo álbum apresenta tudo que Lanegan fez nos últimos anos, uma mistura de pura melancolia com alguns efeitos eletrônicos para criar o clima necessário para isso. Essa escolha vem ganhando força desde os trabalhos anteriores e parece ter chegado a um ponto de maturidade ideal para não se mais considerado apenas algo experimental, mas algo dentro do desejo dele em seguir fazendo isso nos trabalhos seguintes.

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Não tem como não colocar Lanegan como um dos grandes letristas de sua geração, como a curta e potente "Apples from a Tree", segunda canção das 15 presentes no álbum. E isso se repete ao longo de todo trabalho, seja sozinho, seja dividindo o vocal com alguém. É incrível como toda composição dele, de um jeito ou outro, ganha uma profundidade tremenda graças ao jeito de cantar e os arranjos feitos em estúdio.

Ele descobriu um jeito de conseguir encaixar tudo que gosta sem perder a essência. A balada sombria "Churchbells, Ghosts" combina perfeitamente com "Internal Hourglass Discussion", como se ambas, de personalidades completamente diferentes, tivessem entrado em uma espécie de acordo para conseguir conviver em paz por alguns minutos.

Como os sobreviventes de sua geração, e Lanegan chegou muito perto de morrer algumas vezes, o cantor parece um tanto mais confortável com o que fez no passado, mas não para de mirar nos futuro. "Straight Songs of Sorrow" e o disco anterior são provas disso, provas de que seguir em frente é a melhor coisa a se fazer no momento.

Tracklist:

1 - "I Wouldn’t Want to Say"
2 - "Apples from a Tree"
3 - "This Game of Love"
4 - "Ketamine"
5 - "Bleed All Over"
6 - "Churchbells, Ghosts"
7 - "Internal Hourglass Discussion"
8 - "Stockholm City Blues"
9 - "Skeleton Key"
10 - "Daylight in the Nocturnal House"
11 - "Ballad of a Dying Rover"
12 - "Hanging On (For DRC)"
13 - "Burying Ground"
14 - "At Zero Below"
15 - "Eden Lost and Found"

Avaliação: ótimo



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