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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Resenha: Ed O'Brien - Earth


Membros do Radiohead há muito tempo, o guitarrista Ed O'Brien e o baixista Colin Greenwood eram os únicos sem um trabalho solo para chamar de seu. Agora Greenwood está sozinho, pois O'Brien se juntou aos companheiros que não ficaram contentes em apenas trabalhar para a banda. Ele sempre compôs, principalmente na fase pré-"Ok Computer", mas nunca havia feito letras até começar a trabalhar no primeiro álbum solo.

"Earth", disponibilizado há alguns dias, abre com a dançante "Shangri-La" e mostra que um membro do Radiohead pode ter um lado mais feliz que não tem problema -- desde que ele faça isso fora da banda, claro. Isso poderia ser uma mostra do que é o trabalho, mas não é. O'Brien lançou o disco não para definir alguma coisa. Ao contrário, o trabalho mostra como ele pode fazer mais e coisas diferentes na carreira.

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"Brasil" entra nisso por ser completamente diferente da abertura. Bucólica, a canção mostra o Brasil que o guitarrista conheceu quando morou um ano no país entre 2012 e 2013, ano em que começou a trabalhar na melodia para finalizá-la apenas em 2019. É uma boa faixa, uma das melhores dessa estreia. O trabalho também abre espaço para canções como "Deep Days", "Long Time Coming" e "Mass", um complemento da anterior e ajudam a mostrar esse lado um tanto melancólico da composição de O'Brien em estilos diferentes -- do acústico ao experimental.

Esse primeiro trabalho solo de Ed O'Brien não é uma espécie de libertação, já que ele não precisa se libertar de lugar nenhum. Pode ser que seja para mostrar que sabe fazer alguma coisa? É possível. Mas "Earth" parece muito mais com uma vontade de se expressar, de ter uma voz, de se sentir ouvido. Pode demorar e pode nem ser percebido de primeira, porém todo mundo tem uma voz que merece ser ouvida. E o guitarrista encontrou um jeito de falar.

O álbum é um conjunto de singles pouco ou nada conectados, uma junção de tudo que ele gosta ao longo de toda vida. Tem desde baladas eletrônicas pesadas, caso de "Olympik", até coisas melancólicas, como no encerramento "Cloak of the Night". É um bom álbum de maneira geral, uma abertura de porta para uma carreira solo com bastante potencial.

Tracklist:

1 - "Shangri-La"
2 - "Brasil"
3 - "Deep Days"
4 - "Long Time Coming"
5 - "Mass"
6 - "Banksters"
7 - "Sail On"
8 - "Olympik"
9 - "Cloak of the Night"

Avaliação: bom



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