sexta-feira, 1 de março de 2019

Resenha: Robert Ellis - Texas Piano Man


Músico mostra versatilidade ao apresentar disco todo no piano

Robert Ellis surgiu como um dos novos nomes da cena country do Texas na década passada, sendo um dos escolhidos para pegar o bastão de algum veterano e seguir adiante. O processo iniciado em "Photographs" (2011) ganhou forma em "The Lights from the Chemical Plant" (2014) e no disco autointitulado de 2016, mas ele resolveu surpreender no novo disco, chamado "Texas Piano Man", ao focar todos os arranjos no piano e dar uma de Elton John.

O disco começa com "Fucking Crazy", uma canção muito melancólica e sem refrão. E as coisas vão ganhando mais ritmo e animação em "When You're Away", essa um pouco mais rápida e feita para dançar quando chega no refrão de tom gospel e um tanto épico -- aqui podemos ouvir um belo solo de piano, mostrando que ele não está para brincadeira.

Veja também:
Resenha: Better Oblivion Community Center - Better Oblivion Community Center
Resenha: BaianaSystem - O Futuro Não Demora
Resenha: Tedeschi Trucks Band - Signs
Resenha: Chaka Khan - Hello Happiness
Resenha: Bob Mould - Sunshine Rock
Resenha: Jards Macalé - Besta Fera
Resenha: Girlpool - What Chaos Is Imaginary


"Nobody Smokes Anymore" tem a agressividade do início da carreira de Elton John. Obviamente, não tem nem comparação um com o outro, mas é uma canção que funciona muito bem. Depois dela vem a melhor música do disco e uma das melhores do ano. "Passive Aggressive" é uma deliciosa canção pop, fácil de cantar e de imensa qualidade do início ao fim. É uma aula de como pegar uma música grudenta e conseguir fazer um trabalho incrível no arranjo.

A balada "Father" é muito triste e pega de jeito quem teve/tem problemas com o pai, e a sequência formada por "There You Are" e "Let Me In" são canções completamente diferentes, mas acabam funcionando em sequência exatamente por isso -- uma é bem agitada, enquanto a outra é calma.

"Aren't We Supposed To Be In Love?" abre a parte final questionando o amor, já a "Lullaby", He Made Me Do It" e "Topo Chico" mostram toda qualidade de Ellis nos arranjos ao conseguir construir um bom clima com arranjos e letras muito boas. É um bom final, de maneira geral.

Basicamente, esse seria o disco que Elton John lançaria se fosse um millennial. Robert Ellis consegue entregar um trabalho surpreendentemente bom, que apresenta boas letras e bons arranjos. Quem poderia imaginar que ele faria um disco assim? Outra boa surpresa desses primeiros dias de 2019.

Tracklist:

1 - "Fucking Crazy"
2 - "When You're Away"
3 - "Nobody Smokes Anymore"
4 - "Passive Aggressive"
5 - "Father"
6 - "There You Are"
7 - "Let Me In"
8 - "Aren't We Supposed To Be In Love?"
9 - "Lullaby"
10 - "He Made Me Do It"
11 - "Topo Chico"

Avaliação: muito bom




Siga o blog no Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: