quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Resenha: Girlpool - What Chaos Is Imaginary


Dupla retorna após dois anos sem trabalho de inéditas

"O duo formado por Harmony Tividad, 18, e Cleo Tucker, 19, lançou recentemente sua estreia em estúdio "Before The World Was Big" sob o nome de Girlpool - . O primeiro EP delas foi colocado no Bandcamp e impressionou a gravadora Wichita, que as contratou para lançar o primeiro disco completo. Não deixa de ser impressionante como elas cresceram em dois anos de carreira".

Essa foi a abertura da resenha do primeiro disco cheio de estúdio da dupla, lançado em 2015. Quatro anos depois, eles já lançaram "Powerplant" (2017), trocaram de gravadora -- deixaram a Wichita e foram para Anti- --, e aumentaram o tamanho da banda nas turnês -- foram de apenas duas pessoas para até cinco. Tudo isso depois da boa aceitação do disco anterior, suficiente para dar fôlego ao novo lançamento. "What Chaos Is Imaginary", terceiro trabalho de estúdio, foi disponibilizado no início deste mês de fevereiro.

Veja também:
Resenha: Weezer - Weezer (Teal Album)
Resenha: James Blake - Assume Form
Resenha: Julia Kent - Temporal
Resenha: Toro y Moi - Outer Peace
Resenha: Sharon Van Etten - Remind Me Tomorrow
Resenha: Pedro The Lion - Phoenix
Resenha: Deerhunter - Why Hasn't Everything Already Disappeared?


"Lucy's" abre o disco com aquele ar experimental que, aliado com a guitarra, apresenta uma letra que soa algo muito pessoal logo de cara. E isso dá o tom do disco, seguido por "Stale Device" e "Where You Sink". As duas canções na sequência do trabalho colocam o lado mais melancólico no ouvido, usando elementos simples e o vocal de apoio para ajudar a dar peso ao que está sendo dito. E tudo isso é dito em letras curtas em que o ambiente criado é fundamental para entendê-las.

O ar mais pop "Hire" dá uma aliviada no tom melancólico do início, que retorna com tudo em "Pretty" -- essa uma das melhores desse novo álbum. Os efeitos de "Chemical Freeze" ajudam no clima mais experimental da faixa, enquanto "All Blacked Out" traz algo mais leve dentro desse clima de tristeza para contar mais uma história de tom bem pessoal.

Mas a grande canção desse álbum é "Lucky Joke". O arranjo certeiro ajuda a apresentar a letra fácil de decorar para sair cantando junto, além de trazer um tom adolescente -- o jeito como a mensagem é transmitida é direto, como se tivesse sito retirado de um diário. O ritmo inicial retorna em "Minute In Your Mind" e na faixa-título, essa a maior do trabalho com seus pouco mais de cinco minutos e com um belo violino na parte final.

A parte final apresenta as poéticas "Hoax and the Shrine" e "Roses", a balada country "Swamp and Bay" (outra ótima faixa do álbum) e a bonita "Josephs Dad".

O disco é um pouco lento para quem gosta de algo mais agitado, mas o trabalho feito aqui é muito bom. A temática se destaca e as melhores músicas ganham muita força. É para ouvir com calma.

Tracklist:

1 - "Lucy's"
2 - "Stale Device"
3 - "Where You Sink"
4 - "Hire"
5 - "Pretty"
6 - "Chemical Freeze"
7 - "All Blacked Out"
8 - "Lucky Joke"
9 - "Minute In Your Mind"
10 - "What Chaos Is Imaginary"
11 - "Hoax and the Shrine"
12 - "Swamp and Bay"
13 - "Josephs Dad"
14 - "Roses"

Avaliação: muito bom




Siga o blog no Twitter Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: