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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Resenha: Elbow – Little Fictions


Banda surpreende positivamente em novo álbum

O Elbow é uma banda com bastante tempo de estrada e já tem na conta Asleep in the Back (2001), Cast of Thousands (2003), Leaders of the Free World (2005), The Seldom Seen Kid (2008), Build a Rocket Boys! (2011) e The Take Off and Landing of Everything (2014) nos últimos anos. Na última sexta-feira (3), a banda soltou Little Fictions como sétimo registro em estúdio.

Para minha surpresa, o disco começa leve e descompromissado. "Magnificent (She Says)" abre o trabalho de maneira tão suave que traz uma paz meio inesperada logo de cara. Melodicamente é muito bem construída ao misturar um arranjo clássico com a força dos instrumentos da banda. "Gentle Storm" é construída em cima de uma batida eletrônica e do piano, ficando no meio do caminho entre o agito e a calmaria. Outro acerto. E isso empolga para continuar ouvindo.

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Logo que "Trust the Sun" começou, soou como uma das músicas que Sting gravou nos últimos anos, mas há uma diferença fundamental aqui: tudo encaixou melhor em todos os aspectos – da melodia ao vocal. Nada está fora do lugar, e isso faz uma diferença enorme. E "All Disco" é outra de melodia suave e tranquilizadora, mas de letra um tanto melancólica. Já "Head for Supplies" tem um quê U2 que, no fim das contas, acaba sendo dos mais interessantes.

Agora, quem aparece para ser uma das melhores canções do ano é "Firebrand & Angel". Se fosse uma poesia, seria das mais bonitas, mas é música. E não é bonita apenas nas palavras, a melodia também é bela por não apelar e ser simples. Qualquer um de nós se enxerga nessa bonita faixa. Se fosse uma partida de futebol, aqui é o gol do Khedira. A seguinte, "K2", tem um bom potencial de single nas rádios por ter versos bem decoráveis.

"Montparnasse" e "Little Fictions" funcionam muito bem como uma música dividida em duas partes. Uma é mais leve e curta, outra mais profunda, de longa duração e mais elaborada. A ótima "Kindling" dá um encerramento bonito e muito poético.

Não esperava um disco tão bom do Ebow. Melodicamente bem construído em cima de ótimas letras, a banda conseguiu unir a delicadeza da colaboração Hallé Orchestra com o que já tinha em mãos do entrosamento de anos. O resultado é simplesmente incrível e surpreendente.

Tracklist:

1 - "Magnificent (She Says)"
2 - "Gentle Storm"
3 - "Trust the Sun"
4 - "All Disco"
5 - "Head for Supplies"
6 - "Firebrand & Angel"
7 - "K2"
8 - "Montparnasse"
9 - "Little Fictions"
10 - "Kindling"

Nota: 4/5



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