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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Resenha: The Baggios – Brutown


Novo álbum do grupo foi lançado no fim da última semana

Da nova boa safra de bandas brasileiras surgidas na segunda década dos anos 2000, The Baggios conseguiu, ao lado d'O Terno, certo sucesso entre setores da crítica e arrebata fãs ao longo dos poucos anos de estrada. Sina (2013) havia sido o último lançamento de inéditas no estúdio, mas a espera acabou. Na última semana, a banda disponibilizou em diversas plataformas digitais Brutown, terceiro disco cheio de estúdio.

O início sombrio de "Estigma" é interrompido pela chegada forte da bateria e da guitarra, já mostrando um força muito boa. Mas, muito mais do isso, a letra traz uma reflexão sobre perdão e atitudes – algo bem interessante para uma primeira canção. A faixa-título também aposta no peso da guitarra como guia, embalada por um ótimo momento instrumental fazendo a ponte para os momentos finais.

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"Desapracatado" parece uma música do Autoramas, certo? Daí, ao olhar os créditos, os nomes de Gabriel Thomaz e Érika Martins (eles são membros do Autoramas) estavam lá e tudo fez sentido nessa animada faixa. A poética "Sangue e Lama" traz um toque de blues, gospel e muita influência da música brasileira. Pode parecer uma salada, mas não é. Se "Alex San Drino" consegue manter o ritmo, "Saruê" é absurdamente boa por trazer, mais uma vez, uma coisa bem brasileira e cheia de energia.

O arranjo de cordas, mais uma melodia bem leve, faz de "Miquin" uma das grandes músicas lançadas no Brasil neste ano. Tem classe, beleza e uma letra muito acima da média. "Como Um Tiro de Bacamarte" é mais direta e a empolgante "Medo" tem um quê meio Raul Seixas – mistura de rock com baião – muito divertido de ouvir. "Vivo Pra Mim" consegue manter o ouvinte atento, "Padece Ser" recoloca uma melodia pesada nos ouvidos e a melancólica "Soledad" encerra o disco.

Entre todas as misturas de gêneros, instrumentos e letras com os mais diversos temas, o pessoal do Baggios conseguiu criar um trabalho sólido, cheio de energia e reflexivo. Tudo isso ao mesmo tempo, tudo isso com uma cara bem própria. Muitas vezes, o sucesso vem para quem não merece. Não é o caso aqui. E eles merecem mais.

Tracklist:

1 - "Estigma" (feat. Emmily Barreto)
2 - "Brutown"
3 - "Desapracatado" (feat. Gabriel Thomaz e Érika Martins)
4 - "Sangue e Lama"
5 - "Alex San Drino"
6 - "Saruê" (feat. Jorge Du Peixe)
7 - "Miquin" (feat. Felipe Ventura)
8 - "Como Um Tiro de Bacamarte"
9 - "Medo"
10 - "Vivo Pra Mim"
11 - "Padece Ser"
12 - "Soledad" (feat. Fernando Catatau e Felipe Ventura)

Nota: 4/5



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