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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Resenha: Pixies – Head Carrier


Nova formação lança segundo álbum de estúdio

O preguiçoso Indie Cindy deixou uma nuvem na minha cabeça sobre o futuro do Pixies: para que voltar com um disco assim? Não era melhor ter se resguardado um pouco mais até ter canções boas o suficiente? Dois anos depois desse retorno oficial às gravações, a banda, já com a formação nova (Black Francis, Joey Santiago, Paz Lenchantin e David Lovering) estabilizada, lança Head Carrier – sexto disco de estúdio.

A batida da bateria de Lovering não deixa dúvida: "Head Carrier" é a primeira faixa do novo disco do Pixies, também reconhecível pelas guitarras de Francis e Santiago. Aliás, há algum tempo, a banda tem apostado mais no peso do que em um andamento melódico mais caprichado. Simples, "Classic Masher" tem um ar mais pop e tem a baixista Lenchantin no vocal de apoio o tempo inteiro. Nenhuma empolga absurdamente, mas, inegavelmente, são bonitinhas.

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"Baal's Back" tem o vocal gritado bem ao estilo de Francis – ele já fez isso em outros discos do Pixies. Diferente das três primeiras, "Might as Well Be Gone" trabalha melhor a melodia, tendo o baixo como base inicial. Com isso, temos uma banda mais próxima de alguns de seus melhores momentos em estúdio. E a comum e uma cópia do próprio Pixies "Oona" vem na sequência, colocando ao ouvinte uma faixa nada empolgante.

A acelerada "Talent" é muito boa, e isso mostra todo poder de fogo de Black Francis quando inspirado a escrever uma boa letra. Indo para um lado completamente oposto, a balada "Tenement Song" e "Bel Esprit" funcionam por ter o refrão grudento como principal arma. Pouco? Pode até ser, mas acaba sendo suficiente dentro do apresentado até aqui.

Paz Lenchantin faz sua estreia como vocalista solo na competente "All I Think About Now", outra balada à la Pixies. "Um Chagga Lagga" é animada e, mais uma vez, a aposta no peso da guitarra acaba sendo a escolha do grupo. "Plaster of Paris" e "All the Saints", duas baladas apenas medianas, fecham o registro de maneira melancólica.

Ficou claro ao final da audição que o Pixies virou a banda de Black Francis oficialmente. Ainda que houvesse certa disputa pelo poder durante os anos 1990, isso acabou nesse novo ressurgimento. Francis manda e pronto. Então, notar certos movimentos – entre algumas cópias de sucessos e alguma semelhança com material da carreira solo - também deixa claro que a experiente banda não deve sair desse tipo de sonoridade. Ainda que soe um cover de si mesmo em determinados momentos, temos boas coisas. O suficiente para mantê-los em evidência entre os fãs e a mídia especializada, e preencher as apresentações. Parece ser suficiente para Francis.

Tracklist:

1 - "Head Carrier"
2 - "Classic Masher"
3 - "Baal's Back"
4 - "Might as Well Be Gone"
5 - "Oona"
6 - "Talent"
7 - "Tenement Song"
8 - "Bel Esprit"
9 - "All I Think About Now"
10 - "Um Chagga Lagga"
11 - "Plaster of Paris"
12 - "All the Saints"

Nota: 3/5



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