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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Discos para história: Meteora, do Linkin Park (2003)


A edição 129 da seção fala sobre um dos discos mais famosos do início do século 21: Meteora, do Linkin Park

História do disco

O sucesso de Hybrid Theory, lançado em 2000, impulsionou a carreira do Linkin Park nos meses seguintes. A união entre rap, metal e um rock no meio do caminho entre algo mais pesado e mais pop acabou fazendo da banda formada por Chester Bennington, Mike Shinoda, Brad Delson, Dave "Phoenix" Farrell, Mr. Hahn e Rob Bourdon ser vista e convidada para participar de festivais e abrir apresentações de gente mais pesada, como o Metallica.

O escasso tempo fez com que eles começassem a trabalhar em novas letras nos curtos períodos de folga entre uma apresentação e outra – a maioria das letras do que viria a ser o Meteora foi composta nos ônibus e camarins da extensa turnê do grupo pelos Estados Unidos ao longo de 2002. Eles anunciaram em dezembro daquele que lançariam álbum novo no ano seguinte.

A intenção do grupo era ter um disco em que os singles fossem fortes o suficientes para fazer as pessoas irem atrás do trabalho todo. Mesmo com estilos totalmente diferentes na hora de compor as letras, Mike Shinoda e Chester Bennington conseguiram encontrar um ponto em comum para trabalhar. A partir disso, o trabalho fluiu mais fácil quando eles chegaram ao estúdio com 80 fragmentos de letras para finalizar o que haviam começado na estrada.

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"Penso que o Meteora foi um bom passo em termos de vermos nossa capacidade para escrever músicas. Vejo Hybrid Theory e Meteora de formas muito diferentes. Sabíamos o que queríamos, e nós sabíamos como executar. Não nos importamos se as músicas se encaixavam esteticamente ou se conectavam entre si", disse Bennington, em 2013, no ano em que o álbum completou dez anos.

Shinoda contou como funciona o processo de composição na banda, o mesmo adotado desde os primeiros dias. "Nós (Bennington e ele) escrevemos juntos. Geralmente, quando escrevemos letras, ambos temos diferentes experiências de vida. Viemos de diferentes lugares, então, quando estamos escrevendo sobre algo ou uma canção, cada um de nós pensa em algo diferente quando escreve. Mas temos sempre uma conversa sobre o caminho a ser tomado. Não é apenas a minha ideia ou a dele, é algo que está no meio. Isso torna a música um tema mais universal do que um específico", explicou.

Lançado em 25 de março de 2003, Meteora conseguiu o primeiro lugar das paradas nos Estados Unidos ao ter mais de 810 mil cópias vendidas na semana de estreia. É o maior sucesso da história do Linkin Park, com mais de 20 milhões de discos vendidos, momento em que eles estavam no topo do mundo.


Resenha de Meterora

"Foreword" e "Don't Stay" abrem o trabalho já mostrando de cara o ritmo que o Linkin Park daria ao trabalho: guitarras pesadas e unidas com o rap. A segunda faixa, a que começa o disco efetivamente, mostra o vocal gritado de Chester Bennington em um refrão extremamente grudento. A sequência dá "Somewhere I Belong", um dos grandes sucessos do álbum. Mesclando o peso com um momento bem suave na segunda parte, a faixa apresenta o resultado da parceria vocal entre Bennington e Mike Shinoda.

"Lying from You" foi o segundo single do álbum. E acabou sendo uma boa escolha, principalmente para reforçar o potencial vocal do grupo e da construção de boas letras – o rap não ficou de fora e Shinoda comandou o vocal principal do início ao fim. "Hit the Floor" e "Easier to Run" estão no álbum para mostrar o outras facetas do grupo. A primeira é mais pesada e gritada, a segunda é mais leve e melódica.



Outro sucesso enorme saído desse trabalho é "Faint". Começa lenta, mas explode quando a guitarra entra junto com a banda inteira. O vocal rápido faz parte do pacote e serve para mostrar a força do Linkin Park nesse aspecto, ainda mais em uma letra inspirada. Já "Figure.09" usa o mesmo recurso das outras, apesar de ser bem inferior.

"Breaking the Habit" tem uma base eletrônica e repleta de elementos do rap, esses inteiramente comadados por Mr. Hahn. Assim ela segue, e o vocal de Bennington, cheio de efeitos e gritado, consegue segurar a canção sozinho. Um dos clássicos da primeira década dos anos 2000, assim como "From the Inside". Mais lenta, também tem a base eletrônica como principal trunfo ao aliá-la com uma melodia mais pesada.



A sequência apresenta a regular "Nobody's Listening" e a instrumental "Session" antes da principal e melhor canção gravada pelo grupo. "Numb" não só mudou o patamar da banda, como coroou essa infusão de dois gêneros apresentada pelo grupo pouco tempo antes. Era o auge deles. E um encerramento muito bom com um single muito forte e presente até os dias atuais.

Se o Linkin Park hoje é uma banda veterana, eles já tiveram seu grande momento quando lançaram Meteora. Se são lembrados até hoje, podem colocar na conta desse trabalho.



Ficha técnica:

Tracklist:

1 - "Foreword" (0:13)
2 - "Don't Stay" (3:07)
3 - "Somewhere I Belong" (3:33)
4 - "Lying from You" (2:55)
5 - "Hit the Floor" (2:44)
6 - "Easier to Run" (3:24)
7 - "Faint" (2:42)
8 - "Figure.09" (3:17)
9 - "Breaking the Habit" (3:16)
10 - "From the Inside" (2:55)
11 - "Nobody's Listening" (2:58)
12 - "Session" (2:24)
13 - "Numb" (3:07)

Gravadora: Warner Bros./Machine Shop
Produção: Don Gilmore/Linkin Park
Duração: 36min46s

Chester Bennington: vocal, vocal de apoio e gritos
Mike Shinoda: vocal, vocal de apoio, guitarra. teclado, piano e arranjo de cordas em "Faint" e "Breaking the Habit"
Brad Delson: guitarra e vocal de apoio
Dave "Phoenix" Farrell: baixo e vocal de apoio
Mr. Hahn: samples, fonógrafo, computador e vocal de apoio
Rob Bourdon: bateria, percussão e vocal de apoio

Convidados:

David Campbell: arranjo de cordas em "Faint" e "Breaking the Habit"
Joel Derouin, Charlie Bisharat, Alyssa Park, Sara Parkins, Michelle Richards e Mark Robertson: violino
Evan Wilson e Bob Becker: viola
Larry Corbett e Dan Smith: violoncelo
David Zasloff: flauta shakuhachi em "Nobody's Listening"



Veja também:
Discos para história: Here's Little Richard, de Little Richard (1957)
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