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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Resenha: Rihanna – Anti


Rihanna é desse tipo de celebridade que vira notícia por qualquer coisa – qualquer mesmo. Para ficar longe dos fãs e das capas dos sites deve dar um baita trabalho, o que gerou frenesi por parte de todos quando ela anunciou a proximidade do lançamento de seu novo disco, Anti, no fim de janeiro. E a decisão de torná-lo grátis logo depois do vazamento também surpreendeu a todos – é acertado, mas ela faz parte do Tidal, então ver esse pessoal dar algo de graça ainda soa estranho.

"Consideration" e "James Joint" abrem o trabalho de maneira suave, mostrando outro lado da cantora. Mas a surpresa aparece em "Kiss It Better", que não é aquela balada esperada pelos fãs. Ao contrário, é uma canção lenta, com um riff de guitarra ao fundo e é bem interessante.

E a sequência de faixas lentas, beirando o reggae, continua em "Work". Com participação do rapper Drake, Rihanna conseguiu trabalhar a letra de maneira a deixá-la acessível a todo tipo de público – dos novos aos velhos fãs, que parecem não gostar muito da ideia de não ouvir aquele single para dançar na balada. "Desperado" tem aquele refrão grudento e até funciona, mesmo sendo um pouco abaixo das outras.

O toque eletrônico em "Woo" não ajudou em nada na faixa, só atrapalhou a deixando insuportavelmente ruim, enquanto "Needed Me" tem um vocal mais falado do que cantado – pode não parecer, mas funciona. Oitava faixa, "Yeah, I Said It" é bem passável e não se compara com "Same Ol' Mistakes", cover do Tame Impala – ficou tão boa quanto a versão original.

Uma balada no violão, "Never Ending", era tudo que ninguém esperava ouvir no disco e é até bem decente, assim como "Love on the Brain", uma tentativa (talvez) de imitar o Alabama Shakes. O disco fecha mostrando o potencial vocal da cantora aliado a um conjunto de cordas ("Higher") e mais uma balada, essa no piano ("Close to You").

O álbum pode não ser do agrado de muitos, mas não deixa de ser interessante esse movimento da Rihanna. Sair da zona de conforto – baladas pesadas e feitas para um público específico – e partir para um R&B mais suave demonstra uma vontade de ampliar seus espectros dentro da música. É possível dar um voto de confiança nela em Anti.

Tracklist:

1 - "Consideration" (featuring SZA)
2 - "James Joint"
3 - "Kiss It Better"
4 - "Work" (featuring Drake)
5 - "Desperado"
6 - "Woo"
7 - "Needed Me"
8 - "Yeah, I Said It"
9 - "Same Ol' Mistakes" (Tame Impala cover)
10 - "Never Ending"
11 - "Love on the Brain"
12 - "Higher"
13 - "Close to You"

Nota: 3/5

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