No YouTube

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha: Baaba Maal – The Traveller


O guitarrista Baaba Maal é um dos mais famosos instrumentistas do Senegal. Aos 53 anos, ele tornou-se um dos grandes no instrumento no início dos anos 1990 e, assim como alguns músicos da parte que fala francês no continente africano, dedicou-se aos estudos e conseguiu uma bolsa em uma escola em Paris. The Traveller é seu 13º disco em estúdio.

É interessante como Maal traz toda a influência de uma vida na faixa de abertura, "Fulani Rock". A percussão, o ritmo da guitarra e o vocal em francês são as principais características da música senegalesa mais consumível por parte de França, Bélgica e vários países de língua francesa. O andamento sereno dá o tom de "Gilli Men", uma canção mais reflexiva, quase religiosa.

"One Day" é mais delicada, tem mais vocais de apoio e um violão acústico distorcido, e é bem bonita. "Kalaajo" e "Lampenda" são diferentes entre si, mas se complementam muito bem dentro da proposta do disco – a segunda é uma aula grátis de música africana com um tom mais acessível para quem está começando ou procurando mais sobre a região.

A dançante "Traveller" coloca o ouvinte em contato com uma canção mais animada na melodia e uma técnica para tocar violão acima da média do ouvido por aí, já "Jam Jam" é mais densa e traz novamente a influência da música tradicional do Senegal ao trabalho. Mais falada do que cantada, "War" trata de um tema pesado e merece toda atenção. Por fim, "Peace" é o contraponto a anterior – não deixa de ser um bom encerramento.

É um disco muito interessante do ponto de vista musical, principalmente se houver curiosidade em conhecer outros tipos de sonoridade. A música de Baaba Maal merece ser mais estudada por aqui. Por quê? Simples, ele é um dos grandes.

Tracklist:

1 - "Fulani Rock"
2 - "Gilli Men"
3 - "One Day"
4 - "Kalaajo"
5 - "Lampenda"
6 - "Traveller"
7 - "Jam Jam"
8 - "War"
9 - "Peace"

Nota: 4/5



Veja também:
Resenha: The Temperance Movement – White Bear
Resenha: Hinds – Leave Me Alone
Resenha: David Bowie – Blackstar
Resenha: Sunn O))) – Kannon (2015)
Resenha: Baroness – Purple (2015)
Resenha: Christian Scott – Stretch Music (Introducing Elena Pinderhughes)
Resenha: Leon Bridges – Coming Home

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais! Isso ajuda pra caramba o blog a crescer e ter a chance de produzir mais coisas bacanas.