No YouTube

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Resenha: Puscifer – Money Shot


Projeto de Maynard James Keenan, também conhecido por participar dos ótimos Tool e A Perfect Circle, o Puscifer é o trabalho mais experimental de todos eles. Terceiro disco de estúdio, Money Shot é a continuação de um imenso trabalho que inclui quatro discos só de remixes, três álbuns ao vivo, três EPs e muito mais coisas que não cabem nessas linhas.
  • Gravadora: Puscifer Entertainment
  • Lançamento: 30 de outubro
  • Produção: Puscifer
  • Duração: 51min36s
"Galileo" abre o disco da maneira mais alternativa possível: uma melodia bem estranha, várias vozes se complementando por cima uma da outra e uma letra bem peculiar, digamos. De tom quase religioso, "Agostina" é suave em sua parte instrumental, mas densa e melancólica nas palavras, algo que é bem complementado por um riff de guitarra forte na parte final.

E "Grand Canyon" é realmente uma homenagem ao Grand Canyon, muito próximo da casa de Maynard (que o via todos os dias pela janela) e faz um jogo de palavras entre vida, morte e outros aspectos da sociedade, e "Simultaneous" começa em um longo monólogo de base bem experimental. Depois vem a letra e uma história quase medieval, sobre combater inimigos até a terra ou o inferno congelarem, é o mote principal de uma faixa bem estranha.

A boa "Money Shot" é quase um punk de tão veloz e rápida, enquanto "The Arsonist" é uma balada simples e competente (e só). A banda optou por emendá-la na seguinte, apesar de "The Remedy" ter mais força e ser mais interessante, até que tudo isso não ficou ruim – basicamente, a letra é um resumo do que virou a internet nos tempos atuais.

Etérea e de ótima letra (Just the liar, not a saint, not a martyr/Just a snake, and a liar), "Smoke and Mirrors" é simples e baseada apenas em um mesmo tipo de som ao fundo, e isso ajuda a transformá-la em algo melancólico e reflexivo, assim como "Life of Brian (Apparently You Haven't Seen)", que nada tem em relação com o filme o Monty Phyton. A tocante e também boa "Autumn" fecha o trabalho bem por ser a mais ‘normal’ do disco.

O resumo do disco é: é bom, mas é muito pesado, no sentido de triste mesmo, em alguns momentos e conta com músicas bem estranhas, mas pega embalo que logo o ouvinte se acostuma. Não é uma obra-prima, mas funciona muito bem.

Tracklist:

1 - "Galileo"
2 - "Agostina"
3 - "Grand Canyon"
4 - "Simultaneous"
5 - "Money Shot"
6 - "The Arsonist"
7 - "The Remedy"
8 - "Smoke and Mirrors" (M. Keenan/M. Mitchell)
9 - "Life of Brian (Apparently You Haven't Seen)"
10 - "Autumn"

Maynard James Keenan: vocais
Carina Round: vocais, guitarra, banjitar e tambourine
Mat Mitchell: guitarra
Matt McJunkins: baixo, teclado e vocais de apoio
Jeff Friedl: bateria e samplers
Juliette Commegere: teclados, samplers, guitarra e vocais de apoio

Nota: 3/5



Veja também:
Resenha: Duran Duran – Paper Gods
Resenha: Girl Band – Holding Hands With Jamie
Resenha: Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo
Resenha: Bong - We Are, We Were and We Will Have Been
Resenha: Peaches – RUB
Resenha: Bob James e Nathan East – The New Cool
Resenha: Deafheaven – New Bermuda

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais! Isso ajuda pra caramba o blog a crescer e ter a chance de produzir mais coisas bacanas.