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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Resenha: Sun Kil Moon – Universal Themes


É muito difícil dar crédito a um cantor folk, porque a maioria deles fazem trabalhos exatamente iguais. Mas Benji, de Sun Kil Moon, foi um dos melhores discos lançados no ano passado por ser leve, tranquilo e apresentado ao mundo com calma e delicadeza de uma capa que não tem nem o nome de quem fez. Assim, Universal Themes chega com a responsabilidade de ser o sucessor desse disco tão bom.

"The Possum" abre muito bem o álbum ao começar rápida e mantendo o ritmo até por volta de quase quatro minutos, quando perde força e fica uma balada chata com a voz mais falada do que cantada dando um tom de monotonia imenso. Até que melhora um pouco no início na terceira parte, porém faltava pouco para pegar no sono. Os efeitos na voz criam quase um folk ambient em "Birds of Flims", que ainda carrega consigo certo elemento de música celta. Ela acaba sendo muito superior ao início irregular.

Quase uma canção do Velvet Underground, "With a Sort of Grace I Walked to the Bathroom to Cry" é a mais pesada de todo disco com uma guitarra alta e tomando conta da melodia, e o vocal mais falado do que cantado até quase os três minutos iniciais. Então, a já conhecida virada acontece. E, ao mexer na estrutura, ele a modifica completamente ao fazê-la quase um blues instrumental. Mas ela volta a ganhar peso perto dos seis minutos até que tudo é reduzido novamente a violão e bateria.

De parte instrumental muito rica, "Cry Me a River Williamsburg Sleeve Tattoo Blues" tem um refrão poderoso, apesar de não estar entre as melhores já feitas por Sun Kil Moon, já "Little Rascals" começa lenta. E soa como muitas coisas, depois ganhar um ar psicodélico e fica nisso um bom tempo, e não é nem boa, nem ruim. A letra de "Garden of Lavender" soa muito confessional, como se escrita durante a estada em um hotel em algum lugar do mundo em questão de poucos minutos, porque é possível sentir e voracidade e a veracidade de tudo que é dito.

Outra mais falada do que cantada, "Ali/Spinks 2" é a mais curta e esse fator a ajuda a ser melhor digerida. Com quase sete minutos, não há muita coisa sobrando nela, diferente das outras. Por fim, "This Is My First Day and I'm Indian and I Work at a Gas Station" é um relato tragicômico sobre um dia na cidade de Films, na Suíça – dá para rir um bocado.

É um disco interessante pelo fato de o cantor falar sobre temas tão cotidianos, que parece um diário musicado. Ao mesmo tempo, certas escolhas de melodias e duração das letras não foram no caminho ideal para prender a atenção do ouvinte. Não é ruim, mas poderia ser muito melhor.

Tracklist:

1 - "The Possum"
2 - "Birds of Flims"
3 - "With a Sort of Grace I Walked to the Bathroom to Cry"
4 - "Cry Me a River Williamsburg Sleeve Tattoo Blues"
5 - "Little Rascals"
6 - "Garden of Lavender"
7 - "Ali/Spinks 2"
8 - "This Is My First Day and I'm Indian and I Work at a Gas Station"

Nota: 2,5/5


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