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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Resenha: Anika Moa – Queen at the Table


Quando um fenômeno pop aparece, é natural o surgimento de bandas/cantores/cantores de estilo semelhante – aqui no blog, por exemplo, resenhei nesta semana duas bandas com estilo semelhante ao do Tame Impala, que teve seu novo álbum criticado na semana passada. Ao ouvir Queen at the Table, foi inevitável fazer uma associação da neozelandesa Anika Moa com Lorde e The Naked and Famous, liderado pela vocalista Alisa Xayalith, também do mesmo país.

Não é difícil perceber que estamos ouvindo um trabalho de synthpop puro ao dar play e ouvir os primeiros segundos de "Running", primeira faixa. Aliás, talvez até seja algo a ser estudado: como a Nova Zelândia conseguiu produzir tanta gente nesse estilo nos últimos anos. Falando da música, está mais para Naked and Famous, muito pelo ritmo mais lento e voz suave, do que para Lorde. E pende bem para o pop, ajudado pela batida simples e direta.

Qualquer cantora pop, seja da atualidade ou não, poderia cantar a letra de "These Lonely Tears I Cry for You" sem problema algum. E dependendo de quem cantasse, faria um sucesso estrondoso por ser aquela típica letra de amor que muitas mulheres já cantaram ao longo dos anos na música mundial. Aqui, a melodia é formada por uma batida seca e ganha contornos bem delicados com os efeitos, ficando triste à sua maneira.

"Lover" e "Our Love Will Die" seguem a linha da anterior e ainda carregam um refrão mais meloso, ligado milimetricamente à batida. Mas a diferença fundamental entre as duas é o tipo de tom usado. Por exemplo, a segunda é muito mais triste e melancólica, possível perceber pelo título da canção, do que a primeira. Logo depois, "Fly" tem mais um quê eletrônico mesmo, bem próximo do trabalho de Lorde em seu primeiro álbum.

O experimentalismo aparece em "Closer", canção desenvolvida para ser algo próximo do R&B – as batidas deixam isso muito claro. Uma pena que "The Only Thing That Matters" seja tão piegas, porque o ritmo tem tudo para conquistar uma multidão de pessoas em uma música que teria feito muito sucesso em algum ponto dos anos 1980. O final do álbum ("If You See Her", "Jealous" e "Queen At the Table") agrada por conseguir trazer um pouco de tudo, principalmente na nona canção.

Anika Moa conseguiu aliar bem muitos elementos para fazer um disco romântico usando o synthpop como base. É um registro competente e mostra a possibilidade de trabalhar bem as batidas ao unir várias referências sem perder a mão.

Tracklist:

1 - "Running"
2 - "These Lonely Tears I Cry for You"
3 - "Lover"
4 - "Our Love Will Die"
5 - "Fly"
6 - "Closer"
7 - "The Only Thing That Matters"
8 - "If You See Her"
9 - "Jealous"
10 - "Queen At the Table"

Nota: 3,5/5


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