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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Resenha: Parkay Quarts - Content Nausea


O Parquet Courts está meio parado por esses dias, então Andrew Savage e Austin Brown, dois dos quatro membros da banda, formaram o Parkay Quarts e gravaram Content Nausea – o disco entra como quarto na discografia do grupo. Com ajuda de Jackie-O, Jef Brown e Bob Jones, eles lançaram primeiro o álbum no formato digital. O vinil e o CD vêm apenas em dezembro, mostrando que eles estão nessa apenas por diversão.

A sonoridade do trabalho não passa nem perto de Sunbathing Animal, trabalho lançado neste ano pelo Parquet Courts e que não me impressionou nenhum pouco. Já esse disco como Parkay Quarts é mais solto, mais improvisado, mais leve, diria. Porque não existe o menor compromisso em ter que gravar com o nome original, então isso deve ter aliviado um pouco e ajudado a fazer um álbum mais liberto.

Entre baladas e canções cheias de efeito, o resultado é muito positivo. Talvez por não ido com a cara do primeiro disco lançado neste ano, achei Content Nausea melhor. Claro, não sou parâmetro. Gostei do disco do Pink Floyd, não gostei do novo do Foo Fighters só para ficar em dois exemplos mais recentes.

O início com "Everyday It Starts" mostra uma influência dos anos 1980, talvez um pouco de Devo, por exemplo. A música, que é mais falada do que cantada e em poucas palavras, é muito interessante. A faixa-título começa muito acelerada e agitada, mas reduz o ritmo e vira, praticamente, uma homenagem a Lou Reed. A instrumental "Urban Ease" mostra como eles são um grupo a parte ao original – aliás, são três canções completamente diferentes. Isso mostra versatilidade dessa formação.

A balada quase pop "Slide Machine" é razoável e antecede outra instrumental, "Kevlar Walls", mas essa com menos de um minuto. Sabe o que "Pretty Machines" lembra? Velvet Underground. Mais precisamente o primeiro disco. A diferença é que a melodia é mais recheada de instrumentos, como um trompete, e pauta pela suavidade sem agressividade.

Já "Psycho Structures" é pura psicodelia com seu sintetizador guiando o ouvinte por quase toda melodia. Da oitava faixa em diante, o álbum vira uma sessão de improviso que parece unir o Sonic Youth ao grupo em alguns momentos. É puro rock alternativo, guitarras distorcidas, vocal falado e banda fazendo o possível para acompanhar essa loucura. Se “The Map” é essa loucura, "These Boots" é acústica e tranquila, mas depois entra no ritmo. Sobre as três últimas: "Insufferable" é animada e divertida, "No Concept" é mais uma instrumental e "Uncast Shadow of a Southern Myth", mesmo sendo outra balada, é a melhor do trabalho. Um excelente final.

Tracklist:

1 - "Everyday It Starts"
2 - "Content Nausea"
3 - "Urban Ease"
4 - "Slide Machine"
5 - "Kevlar Walls"
6 - "Pretty Machines"
7 - "Psycho Structures"
8 - "The Map"
9 - "These Boots"
10 - "Insufferable"
11 - "No Concept"
12 - "Uncast Shadow of a Southern Myth"

Nota: 3,5/5

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