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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Resenha: Pink Floyd – The Endless River


O Pink Floyd foi uma das maiores banda do mundo enquanto esteve em atividade com sua formação com Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright. Em 1985, depois de quase uma década de brigas, Waters deixou a banda e perdeu os direitos sobre o nome para Gilmour, que chegou depois para substituir Syd Barrett.

Há 20 anos o grupo chegou ao fim com o controverso The Division Bell – uns acham muito bom, outros acham péssimo. E as sobras desse trabalho foram usadas para construir The Endless River, o 15º disco de estúdio. Com Gilmour e Mason unidos, eles homenagearam o tecladista injustiçado Richard Wright, morto em 2008.

Antes de começar a falar do disco propriamente, começarei essa resenha pelo final – ou pela única música não instrumental. “Louder Then Words” traz a guitarra de David Gilmour chorando como nunca, enquanto o coro feminino consegue criar um clima de despedida mesmo. O uso do sintetizador consegue ajudar a amplificar as coisas, colocando um toque muito especial à faixa. Se a intenção era emocionar o ouvinte com esse clímax, o guitarrista conseguiu fazer isso brilhantemente com essa auto-homenagem.

O resto do álbum é cheio de canções instrumentais. Antes mesmo do lançamento, pensei que seria sobras com letras, já prevendo o desastre sonoro que seria, mas o resultado é muito diferente do esperado. Gilmour teve o cuidado e a esperteza de colocar apenas uma canção com letra, deixando o disco praticamente inteiro trabalhado na ambient music.

A ambient music é definido como um tipo de sonoridade feito com camadas bem estruturadas, compassos bem marcados e canções suaves, feitas, em sua maioria, para serem tranquilas e sem pressa. Quem ficou muito conhecido por esse tipo de trabalho foi Brian Eno com seus álbuns feitos entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Não dá para colocar The Endless River e Ambient 1: Music for Airports, por exemplo, no mesmo patamar, pois o segundo é um marco nesse tipo de sonoridade. Mas o último disco do Pink Floyd é muito bem acabado e traz todo um sentimentalismo, principalmente por ser uma homenagem a um ex-membro do grupo.

Ninguém em sã consciência esperava um novo Dark Side of the Moon ou Wish Were You Here, ou até mesmo algo perto do feito nos anos 1960 ou nos anos finais da banda. Para um trabalho de homenagem com sobras de estúdio, acaba sendo um final digno para um grupo com 50 anos de história.

Tracklist:

Lado 1

1 - "Things Left Unsaid"
2 - "It’s What We Do"
3 - "Ebb and Flow"

Lado 2

1 - "Sum"
2 - "Skins"
3 - "Unsung"
4 - "Anisina"

Lado 3

1 - "The Lost Art of Conversation"
2 - "On Noodle Street"
3 - "Night Light"
4 - "Allons-y (1)"
5 - "Autumn ’68"
6 - "Allons-y (2)"
7 - "Talkin’ Hawkin’"

Lado 4

1 - "Calling"
2 - "Eyes to Pearls"
3 - "Surfacing"
4 - "Louder Than Words"

Nota: 3,5/5



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