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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Resenha: Iron Maiden - Senjutsu


O Iron Maiden tem o que toda banda deseja: uma base fiel de fãs, prestígio entre os pares e, nos últimos anos, uma coleção respeitável de músicas inéditas. Talvez seja a experiência, talvez seja a falta de tempo, mas é fato que, nos últimos quatro discos, há uma distância bastante razoável entre um e outro.

São seis anos do lançamento de "The Book of Souls" (2015) até o mais recente trabalho em estúdio, "Senjutsu", disponibilizado recentemente nos formatos físico e digital. E, logo na faixa-título, é possível ouvir como a banda é craque em conseguir moldar canções para as apresentações ao vivo. Ao longo de 81 minutos, isso fica muito claro. E a primeira canção é o exemplo cristalino de início de show.

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O que geralmente pode ser algo ruim, a duração das canções acaba sendo um trunfo e tanto no álbum por conseguir colocar o ouvinte no clima. No momento em que der play, até mesmo para quem não é muito fã de metal, vai admitir a qualidade do repertório tanto em canções mais pesadas ("Lost in a Lost World") quanto em faixas mais melódicas ("Lost in a Lost World").

Mas é em "Death of the Celts" que é possível ouvir como eles ainda se divertem fazendo músicas juntos em uma coreografia envolvendo Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers e Steve Harris, enquanto Bruce Dickinson desfila pelo palco em um momento feito para fazer todos brilharem. É a canção perfeita para um show.

"Senjutsu" chega para dar ainda mais frescor para discografia do Iron Maiden. Com mais de 40 anos do lançamento do primeiro álbum, eles ainda parecem jovens lutando por mais. E, com o passar do tempo, o repertório só tem melhorado. Eles acertaram o tom, o que é sempre bom.

Tracklist:

Disco 1

1 - "Senjutsu"
2 - "Stratego"
3 - "The Writing on the Wall"
4 - "Lost in a Lost World"
5 - "Days of Future Past"
6 - "The Time Machine"

Disco 2

1 - "Darkest Hour"
2 - "Death of the Celts"
3 - "The Parchment"
4 - "Hell on Earth"

Avaliação: ótimo

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