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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Resenha: Foo Fighters - Dee Gees: Hail Satin


O Foo Fighters, liderado por Dave Grohl, é cheio de gracinhas desde sempre. Dos clipes em que se fantasiam até covers nos shows, a banda gosta de fazer coisas diferentes ao longo dos anos para dar uma animada no público e, por que não, neles mesmos. A mais nova empreitada é um álbum que mescla covers de Bee Gees (!), sob o nome de Dee Gees, com canções ao vivo do álbum mais recente, "Medicine at Midnight" (2020).

Gracejos como esse são bem-vindos, principalmente nas apresentações. Surpreendem o público e torna tudo mais divertido. Afinal, qual ou quais serão os próximos covers? Agora, registrar isso em um álbum soa desnecessário. Em estúdio, deve ter sido tudo divertido, incrível e, em breve, deve gerar mais material como parte do plano de marketing de Grohl para divulgar a banda.

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Olhando pelo lado positivo, o cover de "Night Fever" não ficou ruim e, de novo, deve fazer sucesso ao vivo. Mas ainda é duzentas mil vezes melhor ouvir o original nas vozes (afinadas) de Barry Gibb, Robin Gibb e Maurice Gibb. O resto do álbum pouco empolga ou faz querer ouvi-lo em algum outro momento.

Já as canções ao vivo do novo álbum até que ganham força, mas seria mais interessante lançá-las no mesmo contexto de "Wasting Light" (2011): uma apresentação completa de todo álbum em estúdio. Desse jeito, soam perdidas e fora de propósito.

Ninguém no mundo vai puxar uma conversa começando com "você ouviu aquele álbum de covers em que o Foo Fighters cantou Bee Gees?". Esse é um dos pontos que faz de "Hail Satin" um gracejo apenas pelo motivo de Grohl querer fazer porque pode e ponto final. E não por querer fazer algo que é, necessariamete, bom.

Tracklist:

1 - "You Should Be Dancing"
2 - "Night Fever"
3 - "Tragedy"
4 - "Shadow Dancing"
5 - "More Than a Woman"
6 - "Making a Fire" (live)
7 - "Shame Shame" (live)
8 - "Waiting on a War" (live)
9 - "No Son of Mine" (live)
10 - "Cloudspotter" (live)

Avaliação: ruim

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