Mais no blog:

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Resenha: All I Can Say, de Danny Clinch, Taryn Gould, Colleen Hennessy e Shannon Hoon


Assistido na 13ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais, realizado dos dias 16 a 27 de junho

Shannon Hoon, vocalista do Blind Melon, morreu em 21 de outubro de 1995, aos 28 anos, em consequência de uma overdose de cocaína. Até hoje, ele é celebrado por fãs e críticos como alguém que não conseguiu colocar para fora todo potencial musical que demonstrou em "No Rain", grande sucesso do primeiro álbum da banda.

Em "All I Can Say", os diretores Danny Clinch, Taryn Gould e Colleen Hennessy fazem um trabalho de montagem com as fitas gravadas por Hoon entre 1990 e o dia em que ele morreu. É um trabalho de garimpo e de edição admiráveis para contar a história de alguém que saiu da pequena Lafayette, Indiana, para ganhar o mundo.

Veja também:
Resenha: The Rumba Kings, de Alan Brain
Resenha: Suzi Q, de Liam Firmager
Resenha: Moby Doc, de Rob Gordon Bralver
Resenha: The Go-go’s, de Alison Ellwood

Estou no Twitter e no Instagram. Ouça o podcast, compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Organizado em ordem cronológica, o longa mostra os bons e maus momentos da vida do vocalista nesses cinco anos. Desde a felicidade do sucesso, as decepções dessa consequência, os problemas com álcool e drogas, bastidores da banda e alguns dos acontecimentos dos anos 1990 nos Estados Unidos, Hoon gravou praticamente tudo que fez e não fez nesse período.

Um desses momentos foi a morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana. Ele ficou profundamente abalado com o acontecimento. E é justamente nesse período em que o declínio físico e mental é mais percebido nos vídeos. Não por acaso, é justamente em que ele começa a usar drogas mais pesadas e passa a enfrentar problemas com a polícia e com a justiça em diferentes estados. Mas, em outros momentos, a vida tinha momentos de estabilidade -- nascimento da filha foi o principal deles.

O mérito do documentário está em conseguir resumir cinco anos da vida de Hoon em pouco mais de 100 minutos. É uma história curta de final trágico, mas que merecia ser contada da melhor maneira possível, principalmente para não esquecermos de como o Blind Melon poderia ter sido gigantesco. E como Hoon foi mais um talento levado pelos próprios problemas.

Avaliação: muito bom

Continue no blog: