Mais no blog:

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Resenha: Suzi Q, de Liam Firmager


Assistido na 13ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais, realizado dos dias 16 a 27 de junho

Duração: 99 min. Elenco: Suzi Quatro, Cherie Currie, Joan Jett, KT Tunstall, Alice Cooper. País: Austrália.

Os primeiros minutos do documentário sobre Suzi Q já vão com tudo no pé na porta ao abordar com clareza como a falta de representatividade das mulheres na música tardou, ao menos por uma década, o surgimento de bandas e cantoras de sucesso. Enquanto isso não acontecia, quem abriu as portas foi justamente a pequena baixista que cresce absurdamente no palco.

Dirigido por Liam Firmager, o longa conta a história da pioneira no rock feminino. Existiram outras mulheres liderando bandas antes, mas Suzi Q avançou ao conseguir fazer sucesso. Um sucesso de ter as músicas nas primeiras posições nas paradas, de encher turnês pelo Reino Unido, Europa e Austrália, e de realmente virar uma estrela do dia para a noite.

Veja também:
Festival: In-Edit Brasil 2021
Resenha: Moby Doc, de Rob Gordon Bralver
Resenha: The Go-go’s, de Alison Ellwood

Incentivada pela família, abandonou a escola para correr atrás do sonho e conseguiu fazer relativo sucesso com a banda que tinha com as irmãs, mas a coisa mudou quando um produtor gostou de uma música feita por ela e ofereceu uma passagem só de ida para Londres para ter uma carreira. Ela topou. E mal sabia que a decisão abriria uma fenda na relação familiar nunca resolvida, algo que ainda machuca Suzi Q até hoje.

Estou no Twitter e no Instagram. Ouça o podcast, compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

A carreira demorou para acontecer de verdade e, como se fosse num estalo, ela arrumou o compositor certo, a música certa e a roupa certa. E, nesse momento, ela decolou em uma velocidade fenomenal. Em um dia, andava na rua normalmente; no outro, não conseguia sair de casa sem ser reconhecida.

Um dos muitos fenômenos dos anos 1970 na cena glam de Londres, Suzi Q conseguiu uma carreira de respeito não apenas na música. Na TV, no teatro e na literatura, ela é reconhecidamente uma pessoa extremamente talentosa e admirada por diversas mulheres, então garotas, que montaram as próprias bandas e enfrentaram 5% a menos de dificuldade.

O documentário conta bem essa história muito rica, mas acaba pecando pelo final desnecessariamente esticado para mostrar momentos descartáveis na narrativa. Porém, isso não atrapalha o entendimento e admiração que qualquer um terá por ela ao terminar de assistir "Suzi Q".

Avaliação: bom

Continue no blog: