Mais do blog:

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Resenha: Toro y Moi - Outer Peace


Disco é uma grata surpresa desse início de ano

Projeto formado por Chazwick Bradley Bundick, o Toro y Moi está em uma ascendente interessante desde "What For" (2015) e seguiu no ainda melhor "Boo Boo" (2017), então último disco de estúdio. Uma das coisas fundamentais para entender como o projeto funciona é saber que um disco nunca foi igual ao outro e sempre houve algum tipo de mudança sonora -- seja para algo mais animado, seja para algo mais melancólico. "Outer Peace" é o sexto disco de estúdio e foi disponibilizado em 18 de janeiro em formatos físico e digital.

"Fading" abre o disco com uma pegada bem dançante na melodia e melancólica na letra, dessas que só o indie do início dos anos 2000 foi capaz de produzir. Uma das primeiras faixas compostas para o disco, Bundick revelou em entrevista que é sobre como as coisas estão enfraquecendo, mas nunca devemos perder a fé. Já a segunda é bem mais animada, e "Ordinary Pleasure" trouxe a batida dos anos 1990 para falar sobre o desgaste dos relacionamentos amorosos. Por incrível que parece, esse é feita para dançar.

Veja também:
Resenha: Sharon Van Etten - Remind Me Tomorrow
Resenha: Pedro The Lion - Phoenix
Resenha: Deerhunter - Why Hasn't Everything Already Disappeared?
Resenha: Anderson .Paak - Oxnard
Resenha: Julia Holter - Aviary
Resenha: Jeff Tweedy – WARM
Resenha: Nile Rodgers & Chic – It’s About Time


Emendando com a anterior, "Laws of the Universe" coloca dos anos 1980 nos ouvidos para celebrar os nossos fracassos. Aqui, o compositor conseguiu unir o que faz de melhor com o toque do Hot Chip. E dessas para fazer dançar -- mesmo. E na primeira das três colaborações do álbum, a cantora Abra surge na melancólica "Miss Me" ('Cause if you miss me, baby/ You're gonna miss me, yeah).

"New House", de um jeito muito simples e usando o básico do sintetizador e efeitos, aborda como é ser adulto, enquanto "Baby Drive It Down" mantém um tom mais sombrio para aborda o relacionamento mais uma vez. E usando um tom mais dançante, "Freelance" é usada para falar sobre a tecnologia nos dias atuais e como isso afeta as pessoas. A abordagem é muito boa e funciona muito bem, sendo a melhor faixa do álbum.

A seguinte, "Who I Am", mantém o ritmo mais animado para (também) abordar a questão de quem o compositor realmente é ou quem ele está tentando ser. Mais uma vez, o jeito como ele traz o assunto é dos melhores. A segunda colaboração traz a cantora Wet na faixa "Monte Carlo", essa o mais próximo do atual hip-hop do que todas as outras. Por fim, "50-50" encerra o disco de maneira bem melancólica.

Esse novo disco do Toro y Moi foi uma grata surpresa nesse início de ano. Ao conseguir aliar boas influências com coisas boas dos trabalhos anteriores, Bundick conseguiu equilibrar bem todos os elementos e apresentar o trabalho como uma peça única de curta duração e bem fácil para ouvir.

Tracklist:

1 - "Fading"
2 - "Ordinary Pleasure"
3 - "Laws of the Universe"
4 - "Miss Me" (featuring Abra)
5 - "New House"
6 - "Baby Drive It Down"
7 - "Freelance"
8 - "Who I Am"
9 - "Monte Carlo" (featuring Wet)
10 - "50-50" (featuring Instupendo)

Avaliação: ótimo




Siga o blog no Twitter Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!

Continue no blog: