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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Morte de Chester Bennington é relembrar como Linkin Park fez parte da minha vida


Vocalista do Linkin Park morreu aos 41 anos

O abalo pela morte de Chris Cornell (1964-2017) ganhou mais um triste episódio neste dia 20. Aos 41 anos, o vocalista Chester Bennington foi encontrado morto, em casa, pela polícia. Mais um triste capítulo de como a depressão é o grande mal deste século 21 e como, com tanta coisa acontecendo, ainda é tratada com glamour ou frescura por muita gente nas redes sociais – como se fosse engraçado você pensar em tirar a própria vida ou ser egoísta por fazê-lo.

Chester esteve presente em boa parte da vida de muitos adolescentes pelo mundo, eu incluso, principalmente com os dois primeiros discos do Linkin Park – Hybrid Theory (2000) e Meteora (2003). A partir desse momento, ele virou um vocalista reconhecido e de fama mundial com suas boas letras e seu estilo de vocal bem característico.

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O tempo acabou me afastando do atual Linkin Park, mas é impossível não relembrar com alegria de alguns momentos embalados por "One Step Closer", "Crawling", "Papercut", "In the End", "Somewhere I Belong", "Faint", "Numb", "From the Inside" e "Breaking the Habit". É muita música boa para uma banda só. E como o início dos anos 2000 foi uma fase com muitas novidades na música para quem era adolescente, foi uma época muito legal para ligar a rádio ou TV e dar de cara com algumas delas tocando.

O show deles no Brasil, em 2003, é a Copa de 1950 da minha geração. É muito difícil não encontrar alguém entre 28 e 35 anos que não tenha ido vê-los no Estádio do Morumbi. Lembro de colegas na sala de aula com camisetas e lembranças dessa apresentação. Muito provavelmente, foi o primeiro grande show da maioria das pessoas ali. Uma experiência inesquecível em vários aspectos.

Mensurar o tamanho da morte de alguém é sempre complicado porque o tempo passa. Mesmo não apegado aos trabalhos mais recentes do grupo, a notícia surgiu como o furacão de sentimentos que envolve algo que fez parte da sua vida. Não tem como não ficar abalado.

Música é um negócio muito marcante na vida das pessoas. Por mais descartável que seja nos tempos atuais, algumas ficam no coração para sempre. Seja uma que embalou um romance de verão, seja uma que esteve com você em um momento difícil. Essas músicas estiveram presentes na minha adolescência, momento difícil, de escolhas, de perdas, de ganhos, de início de acúmulo de experiências que ficam para sempre na cabeça. Ouvir Linkin Park sempre me trouxe isso.

A partir de hoje, ouvir Linkin Park trará uma ponta de tristeza por saber que Chester Bennington não estará mais entre nós.



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