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quarta-feira, 8 de março de 2017

Resenha: Ed Sheeran – Divide


Terceiro álbum do cantor foi lançado no dia 3

Ed Sheeran é o novo cantor queridinho dessa geração. Com dois discos de estúdios lançados antes de Divide, ele conquistou os corações das fãs ao redor do mundo usando o melhor esquema 'um banquinho e um violão'. Depois experimentou de tudo um pouco no segundo disco de estúdio, chamado X (2014), mas fracassou por não conseguir fazer bem essa transição do violão para um pop mais radiofônico. Ele retorna com um novo trabalho de inéditas lançado na última sexta-feira (3).

O início de "Eraser" tenta te enganar, mas logo aparece um rap, e eu fiquei me perguntando: 'que zona é essa'? A canção evolui e continua estranha, ficando a sensação de faltar alguma coisa para manter tudo no lugar – fora o final épico que pouco combina com o resto. Dentre a evolução musical que esperava de Sheeran, "Castle on the Hill" encaixa bem entre a expectativa do primeiro álbum cheio e neste momento da carreira, quando, aos 26 anos, é um astro pop. Essa faixa à la Coldplay, apesar de um gosto bem discutível, faz mais sentido do que a primeira.

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"Dive" é um pop bem meloso com todos os elementos para encantar, mas não significa que seja algo espetacular. É comum e cheia de clichês baratos, e tudo isso deve ser suficiente para as fãs. E com "Shape of You", são quatro canções completamente diferentes entre si e, dentro do álbum, não fazem o menor sentido. Vendidas como singles funcionam – a parada da Billboard comprova isso – e só. E essa é bem ruim, pobre musicalmente e muito apelativa em repetições das partes mais grudentas.

A balada "Perfect" funciona bem, é simples e tem um arranjo legal. Sheeran deveria ter apostado nesse tipo de faixa, não em massificar seu som para concorrer com Katy Perry ou Ariana Grande pelo dinheiro dos adolescentes. Se "Galway Girl" é tediosa e pouco impressiona, mesmo tendo uma referência à música celta; "Happier" apela para um tom épico muito falso e preguiçoso; e "New Man" aparece e é possível decretar: Sheeran não é um bom rapper.

"Hearts Don't Break Around Here" tem todos os elementos de uma música pop pegajosa e apenas regular, como é o caso de "What Do I Know?". Já as bonitinhas "How Would You Feel (Paean)" e "Supermarket Flowers" vão embalar muitas noites românticas de casais apaixonados, mesmo sendo duas faixas extremamente preguiçosas.

A sensação que fica ao final da audição é de um disco cheio de coisas fora do lugar. O anterior tinha o problema de atirar para todos os lados, e isso continua nesse. Sheeran parece não saber direito em qual público mirar, então ele faz todo tipo de música para ver se acerta. Isso não é ser eclético, isso é ser confuso e sem foco. Ele não sabe fazer sem cair em algum clichê ou obviedade, deixando o disco arrastado e pouco atraente. Ele é mais um caso de alguém que caiu no conto de massificar o som sem pensar no mínimo de qualidade. Pouca coisa se salva nesse registro.

Tracklist:

1 - "Eraser"
2 - "Castle on the Hill"
3 - "Dive"
4 - "Shape of You"
5 - "Perfect"
6 - "Galway Girl"
7 - "Happier"
8 - "New Man"
9 - "Hearts Don't Break Around Here"
10 - "What Do I Know?"
11 - "How Would You Feel (Paean)"
12 - "Supermarket Flowers"

Nota: 2/5



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