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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Resenha: Sting – 57th & 9th


Novo álbum é o nono com canções inéditas

Depois do encerramento das atividades do Police, o baixista Sting dedicou-se a vários outros projetos – envolvendo música ou não. Os últimos dois trabalhos de estúdio dele foram musicais, com destaque para o bom e pouco promovido por aqui The Last Ship (2013). Todos envolviam uma enorme produção, orquestra, atores e mais um monte de coisas. Pois bem, ele resolveu colocar isso de lado ao anunciar 57th & 9th, o 12º disco de estúdio - nono com canções inéditas.

Vendido como "o retorno ao rock" do veterano, o registro começa bem animado com "I Can't Stop Thinking About You". Podemos ouvir um Sting mostrando toda sua capacidade em escrever letras grudentas, o que explica boa parte do sucesso de sua antiga banda. Claro que não poderia faltar uma balada chorosa - "50,000" cumpre bem esse papel. Nessas duas canções podemos ver que a tal volta ao rock é apenas uma balela comercial, funcionando apenas de marketing para atrair a atenção dos desavisados.

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"Down, Down, Down" é uma balada simples e de refrão grudento, "One Fine Day" acelera um pouco mais as coisas. As duas são bem comuns e pouco acrescentam, e "The Pretty Young Soldier" parece ter sido retirada de algum dos musicais recentes escritos por Sting – o andamento é muito parecido com algumas faixas dos trabalhos anteriores.

A coisa anima bem quando entra "Petrol Head", essa uma canção esperada, porque consegue trabalhar bem melodia e letra e acaba com a sonolência das anteriores. "Heading South On the Great North Road" é acústica e funciona muito bem nesse caso ao conseguir apresentar uma faixa mais lenta logo após uma mais agitada, além de ser um momento muito interessante do álbum.

Em "If You Can't Love Me", Sting abre o coração mais uma vez em um disco ao falar sobre relacionamentos, já a bonita "Inshallah", com muitos elementos de world music, foi inspirada em uma viagem de carro por vários campos de refugiados. A boa balada "The Empty Chair" encerra o disco muito bem, apontando certa esperança para o futuro.

Vender esse novo álbum como uma volta ao rock por parte de Sting foi uma decisão muito errada. Não sei qual é a definição de rock por parte desse pessoal, mas existem elementos suficientes para corroborar com tal afirmação. Esse álbum, que é bom no que se propõe, está mais para a saída dele nos musicais do que um retorno para alguma coisa. No fim das contas, Sting se concentra em fazer boas baladas, e isso é suficiente para agradar.

Tracklist:

1 - "I Can't Stop Thinking About You"
2 - "50,000"
3 - "Down, Down, Down"
4 - "One Fine Day"
5 - "The Pretty Young Soldier"
6 - "Petrol Head"
7 - "Heading South On the Great North Road"
8 - "If You Can't Love Me"
9 - "Inshallah"
10 - "The Empty Chair"

Nota: 3/5



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