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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Resenha: Deftones – Gore


É o sétimo trabalho do grupo em estúdio

O elogiado Koi No Yokan (2012) deu ao Deftones a atenção de outros críticos que não os de metal. E por isso mesmo Gore, sétimo disco de estúdio, veio cercado de expectativa porque poderia ser o salto na carreia deles – o salto de virar atração principal em festivais importantes na Europa, por exemplo.

Ao começar com uma baita música, "Prayers/Triangles", a banda mostra estar ainda mais madura e ainda mais preparada do que no trabalho anterior, e a melódica "Acid Hologram" centra no peso da guitarra todos ritmo da faixa forte e de vocal preciso de Chino Moreno. Em "Doomed User", o baixo é peça fundamental para criar toda atmosfera necessária para colocar o ouvinte dentro de outra excelente canção - um início muito forte deles.

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Melodicamente, "Geometric Headdress" é muito forte ao mesclar certa calmaria com o momento mais pesado e cheio de velocidade. A leveza de "Hearts/Wires" é muito interessante por complementar o disco e fazer sentido dentro da proposta e se opor completamente a seguinte, a agitada e também muito melódica "Pittura Infamante". E o ritmo diminui de novo na ótima "Xenon", que constroi toda uma história de forma a deixar o ouvinte na expectativa do que acontecerá.

Repetindo a fórmula do sucesso das anteriores, "(L)MIRL" e "Gore" agradam bastante ao manter o nível. "Phantom Bride", com ajuda do guitarrista Jerry Cantrell, e "Rubicon" não fogem das outras, mas agradam bastante e encerram em alta.

O Deftones está perto de virar uma banda de metal do mais alto nível. Tomara que os fãs contribuam ainda mais para esse sucesso, porque esse registro será a prova disso.

Tracklist:

1 - "Prayers/Triangles"
2 - "Acid Hologram"
3 - "Doomed User"
4 - "Geometric Headdress"
5 - "Hearts/Wires"
6 - "Pittura Infamante"
7 - "Xenon"
8 - "(L)MIRL"
9 - "Gore"
10 - "Phantom Bride" (featuring Jerry Cantrell)
11 - "Rubicon"

Nota: 4/5



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