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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Resenha: Grimes – Art Angels


Claire Elise Boucher, 27, levou seu projeto de música eletrônica Grimes a outro patamar nos últimos anos. Com quatro discos lançados em cinco anos, ela colocou no mercado neste ano Art Angels, que figurou em duas das mais importantes listas de melhores do ano – NME e Stereogum, dois dos sites mais importantes do chamado mundo indie.

Estava separado no arquivo que tenho de discos que separo para escrever na programação da semana. Ao vê-lo na primeira posição dessas duas importantes publicações, fui ouvir o disco pela primeira vez e saber o que há de tão bom nele para ser estar no topo, à frente de muitos outros trabalhos que chamaram a atenção ao longo de todo ano.

Ao começar com "laughing and not being normal", quase uma canção de algum filme noir, a esperança de algo bom e diferente pinta, ainda mais com a ideia de que é um disco considerado de música eletrônica. Então, começa "California", uma canção tão infantil e boba, que qualquer coisa cantada pelo Titio Avô soa melhor. Ela soa uma mistura entre o pop ruim da Azalea Banks com o pior do eletrônico.

Não melhora muito com a sequência "SCREAM", "Flesh without Blood" e "Belly of the Beat", todas são aquele tipo de música da pior espécie. A melhor de todas é "Kill V. Maim". Animada e dançante, é aquele em que a fórmula do pop e eletrônico atual se unem para formar uma canção-chiclete, mas ainda é muito pouco pelo que alardearam desse álbum. E quando a sonolenta "Artangels" aparece, a vontade de desistir é imensa.

Mas eu não desisti – teimosia, talvez?

Mais uma de pegada interessante, "Easily" nem é tudo isso, porém se salva por estar em um mar de canções ruins. O mesmo caso se aplica em "Pin", o que quase aumentou minha esperança de ser um disco apenas irregular. A péssima "REALiTi" trouxe a realidade novamente, e a ansiedade e a fome tomavam conta, e "World Princess, Pt. II" é sem comentários.

O potencial da mediana “Venus Fly” aumenta muito graças a participação de Janelle Monáe, já "Life in the Vivid Dream" (quase um cover de Lana Del Rey) e "Butterfly" (é bem esquecível). Ao fim da audição, me questionei o motivo desse disco estar entre os melhores do ano. Se alguém souber, por favor, me avise.

Tracklist:

1 - "laughing and not being normal"
2 - "California"
3 - "SCREAM" (featuring Aristophanes)
4 - "Flesh without Blood"
5 - "Belly of the Beat"
6 - "Kill V. Maim"
7 - "Artangels"
8 - "Easily"
9 - "Pin"
10 - "REALiTi"
11 - "World Princess, Pt. II"
12 - "Venus Fly" (featuring Janelle Monáe)
13 - "Life in the Vivid Dream"
14 - "Butterfly"

Nota: 1/5



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