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segunda-feira, 2 de março de 2015

Álbuns de estúdio: Manic Street Preachers


O Manic Street Preachers é uma das bandas mais legais do mundo. E, diferente de muitos de seus contemporâneos, nunca parou de fazer música e está aí, 23 anos depois de sua estreia, ainda lançando trabalhos relevantes e mostrando ao mundo que é possível uma recuperação depois de ser perder um pouco.


Generation Terrorists (1992)

Uma das grandes estreias dos anos 1990, Generation Terrorists mostrou ao mundo o potencial sonoro do Manic Street Preachers. A mistura de gêneros coube muito bem, algo que ilustra bem o que foi o período pós-punk no Reino Unido nos anos 1980 e início da década seguinte. Muito acima da média, de cara, o trabalho colocou a banda no topo das paradas.

Nota: 4,5/5


Gold Against the Soul (1993)

Às vezes, não é uma boa ideia lançar um disco em seguida do outro. Se Generation Terrorists foi um excelente começo e colocou a então jovem banda no topo das paradas, Gold Against the Soul não chega nem perto. Com poucos momentos de inspiração, o disco soa pop em excesso – não que seja ruim, mas é muito exagerado nesse caso.

Nota: 2,5/5


The Holy Bible (1994)

Toda banda tem sua obra-prima, e The Holy Bible é a do Manic Street Preachers. Com sérios problemas de vício em álcool, depressão e anorexia, Richey Edwards despejou toda sua raiva, frustração e anseios em letras pesadas e guitarras altas. O resultado é um trabalho impecável que, um dia, será revisto pelas gerações que não tiveram a chance de apreciar esse disco espetacular.

Nota: 5/5


Everything Must Go (1996)

Outro grande álbum deles, Everything Must Go foi lançado durante o período em que o britpop mais chamou atenção no mundo. Diferente do anterior, é mais pop e menos raivoso – ou seja, acabou sendo mais acessível ao público comum. Aqui, não só há qualidade, mas todo talento do Manic Street Preachers é mostrado do início ao fim.

Nota: 4,5/5


This Is My Truth Tell Me Yours (1998)

Para quem achava que o Manic não iria continua bem nas paradas, enganou-se redondamente. This Is My Truth Tell Me Yours, quinto registro em estúdio, é outro disco muito bom da banda galesa. E é nesse álbum que eles colocaram o hino "If You Tolerate This Your Children Will Be Next". Não é um disco genial, mas merece sua atenção, principalmente nas melodias.

Nota: 4/5


Know Your Enemy (2001)

Se for para comparar com o trabalho anterior, Know Your Enemy é apenas um bom disco. Nesse caso, existe uma fórmula pré-definida, e eles seguem isso como bastante afinco. Algumas canções são um tanto óbvias e acabam passando despercebidas se você não prestar atenção no que está ouvindo.

Nota: 2,5/5


Lifeblood (2004)

As melodias são bem trabalhadas e todos estão bem, tecnicamente falando. Mas é só, o que sempre é muito pouco em qualquer álbum de qualquer banda. Faltou aquela pegada da banda dos trabalhos da metade dos anos 1990. Falta força, é um disco cheio de baladas e momentos de reflexão. É o típico disco fofo.

Nota: 2/5


Send Away the Tigers (2007)

Enfim, depois de dois álbuns bem abaixo do esperado, o Manic Street Preachers retornou com tudo em Send Away the Tigers. Apesar de ainda não fazer jus aos melhores trabalhos, ele pode ser considerado o primeiro passo da retomada da antiga sonoridade. Guitarras altas, melodias fortes e letras ótimas marcam esse bom disco.

Nota: 3,5/5


Journal for Plague Lovers (2009)

Um dos discos mais tristes da história da música, Journal for Plague Lovers é uma homenagem póstuma do grupo a Richey Edwards, membro do grupo desaparecido em 1995 e dado como morto pela polícia londrina em 2008. Com apenas composições de Edwards, as letras são pesadas e cheias de melancolia. Mesmo assim, é excelente.

Nota: 4,5/5


Postcards from a Young Man (2010)

Mantendo o bom nível do álbum anterior, a banda conseguiu aliar boas melodias com boas letras. E se eles, como muitos grupos dos anos 1990, começaram os anos 2000 abaixo do esperado, recuperaram o prestigio rapidamente ao engatar três bons álbuns consecutivamente nas paradas.

Nota: 4/5


Rewind the Film (2013)

Neste trabalho, a banda começou uma fase de gravar em Berlin (que seguiria ao próximo disco). E o teor mais pop domina completamente as 12 faixas. É ruim? Não, claro que não! Eles acertaram a mão e fizeram um disco ótimo, que transita entre o pop, rock, dança e música alemã à Kraftwerk. Um belo trabalho.

Nota: 4/5


Futurology (2014)

Uma das boas coisas do Manic é que eles não pararam, por isso seguem fazendo música. Não é fácil seguir lançando álbuns nessa coisa maluca que virou esse mundo nos últimos 15, 20 anos, mas se eles sobreviveram a isso, podem sobreviver mais 20 anos. Que continuem, então.

Nota: 4/5

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