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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Álbuns de estúdio: Red Hot Chili Peppers


Seguindo a onda de bandas que fizeram sucesso entre os anos 1980 e 1990, a seção falará do Red Hot Chili Peppers em sua nova edição. Entre as muitas formações, o grupo conseguiu impor um estilo muito próprio nas composições e conseguiu manter-se em no cenário musical por mais de dez anos, mostrando que é uma das bandas mais relevantes desse pessoal que apareceu nas paradas há mais de 30 anos.


The Red Hot Chili Peppers (1984)

O primeiro disco do Red Hot Chili Peppers já tinha muito do que a banda levaria ao longo da carreira: um ritmo funkeado e muito improviso. Diferente dos sucessos do grupo, esse trabalho não carrega nenhum single poderoso ou canções que se destacam. Não é difícil saber por que a banda não impressionou de cara, parece que falta alguma coisa.

Nota: 2/5


Freaky Styley (1985)

Se o primeiro não havia um grande single, o segundo já tem mais. Produzido por George Clinton, de Parliament-Funkadelic, o funk domina de vez o trabalho do início ao fim. Com mais experiência e com esse grande auxilio, o RHCP melhorou um pouco e já caminhava para se tornar a grande banda que se virou nos anos seguintes.

Nota: 2,5/5


The Uplift Mofo Party Plan (1987)

Enfim, o RHCP apareceu para o mundo. Com os hits “Fight Like A Brave” e “Me and My Friends”, o grupo conseguiu fazer um disco coeso, coerente, dançante – misturando melhor um estilo muito próprio de cantar do Anthony Kieds e o baixo de Flea. Seria o impulso que faltava para o sucesso definitivo, que viria no álbum seguinte. Infelizmente, foi a última turnê do guitarrista Hillel Slovak depois de retornar. Ele morreu aos 26 anos depois de uma overdose após uso de heroína.

Nota: 3,5/5


Mother's Milk (1989)

O nível subiu muito em Mother's Milk. Aqui, eles encontraram o que faltava para fazer um disco acima da média e, seguramente, um dos melhores dos anos 1980. Com John Frusciante na guitarra, o RHCP encontrou a formação que faria mais dois bons álbuns com o grupo. O cover de "Higher Ground" é primoroso, uma das grandes faixas gravadas pela banda.

Nota: 4/5


Blood Sugar Sex Magik (1991)

Se toda grande banda tem sua obra-prima, Blood Sugar Sex Magik é a do RHCP. É um álbum impecável que mescla com maestria canções com uma pegada mais funk, canções com solos de guitarra, canções com baixo espetacular e baladas, como “Under The Brigde”, um clássico na carreira deles. Desse trabalho, “Give It Away” é o grande single e uma das melhores músicas da banda em 30 anos de atividade.

Nota: 5/5


One Hot Minute (1995)

Com a saída de John Frusciante, Dave Navarro, então ex- Jane’s Addiction, foi convidado para fazer parte do RHCP. Sua estreia em estúdio aconteceu em One Hot Minute, que é apenas um bom disco. O problema é que existia um parâmetro de comparação muito grande com o anterior, então esse não fez tanto sucesso nas paradas e nas vendas. Nem os singles, nem Navarro duraram muito. Alegando “diferenças criativas”, ele saiu e abriu caminho para o retorno de Frusciante.

Nota: 3/5


Californication (1999)

Lançado em 8 de junho de 1999, Californication foi um estouro de público e crítica. Para quem tem entre 21 e 26 anos, é um disco quase fundamental na formação musical por conseguir pegar toda uma nova geração de adolescentes que já cresceram com a MTV como parte do processo de formação, diferente da geração anterior. Ao conseguir fazer um disco surpreendente e que pegasse a geração MTV do final dos anos 1990, o Chili Peppers conseguiu um segundo auge na carreira, algo improvável naquele momento em que a música estava perto de passar por uma mudança radical. Foi graças a Californication que parte da minha geração começou a amar música.

Nota: 4,5/5


By the Way (2002)

By the Way é um pouco diferente de Californication. Se no disco anterior havia mais canções que lembram a trajetória do grupo até ali, em By the Way há mais baladas e mais coisas novas no estilo, como “Cabron”, por exemplo. "By the Way", "The Zephyr Song", "Can't Stop" e "Throw Away Your Television" se destacam em um álbum um pouco abaixo de um dos mais importantes dos anos 1990.

Nota: 3,5/5


Stadium Arcadium (2006)

Trabalho mais ousado do grupo até o momento, o disco duplo Stadium Arcadium. Desde os convidados (entre eles, Omar Rodríguez-López) até o cuidado com a arte, esse disco tem de tudo um pouco e gerou bons singles, entre eles a ótima “Dani California” (o clipe é muito bom) e “Tell Me Baby”. Como quase todo disco duplo, é muito irregular e poderia ser um pouco mais curto.

Nota: 3/5


I'm with You (2011)

I’m with You não é ruim, mas ficou aquém da expectativa depois de tanto tempo de espera. Como bom guitarrista que é, Frusciante faz falta. Apesar de algumas boas faixas, como "Monarchy of Roses", "The Adventures of Rain Dance Maggie" e "Brendan's Death Song", o disco marca o retorno da banda a um período de pouca criatividade.

Nota: 2,5/5

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