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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Resenha: Taylor Swift – 1989


Não é de hoje que garotas-prodígio fazem sucesso na música, os exemplos são vários. Mas, nos últimos 15 anos, isso tem aumentado em uma profusão um pouco assustadora. Começando com Britney Spears e Christina Aguilera até chegar em Miley Cyrus e Demi Lovato, todas elas estouraram na TV antes de fazer sucesso em com seus discos.

O caso de Taylor Swift é diferente do delas, mas semelhante ao de muitos garotos e garotas por aí. Ela, desde cedo, queria cantar e correu atrás disso ao seu mudar para Nashville para assinar com a divisão country da RCA. Sabe quem fez o mesmo movimento muitos anos antes? Elvis Presley.

Oito anos depois de lançar seu primeiro disco, Swift é a grande estrela da atual música pop. Nada de Lady Gaga, Katy Perry, Rihanna ou qualquer outra. Quem consegue atrair um público gigante às apresentações e vender absurdos é ela, que começou como cantor country, mas, hoje, optou pelo caminho mais fácil das vendas: canções pop sentimentais que batem nas meninas entre 11 e 20 anos. Um tiro certeiro.

Uma música dela começar com batidas eletrônicas ou tê-las não é problema. O problema é quando o elemento domina toda faixa, deixando com cara de Ariana Grande ou Rita Ora. É o que acontece ruim "Welcome to New York”, apenas o primeiro de vários exemplos de canções chatas e insuportavelmente ruins. "Blank Space" e "Style" não se salvam em nada, sendo a primeira mais agitada, enquanto a segunda é uma balada mequetrefe.

Em "Out of the Woods" fica claro que Swfit saiu da adolescente que faz música para cada término de namoro para aquela que entra no Instagram para postar foto com uma mensagem de autoajuda para dizer que está tudo bem. Até aí, não há problema nenhum nisso. A grande questão é: para que mudar tão drasticamente de estilo em dois, três anos? Red, seu trabalho anterior, foi muito interessante e me impressionou. Esse, com quatro músicas, a vontade era de desistir.

Nada muda na quinta canção, "All You Had to Do Was Stay". E não é figura de linguagem. Ela usa, basicamente, a mesma base da anterior nessa aqui. Mas tudo muda quando começa "Shake It Off", primeiro single do disco. Primeiro, quem escolheu esse single foi na mosca porque é a melhor música do disco inteiro. Segundo, ela tem tudo que o pop atual exige: é grudenta o suficiente para tocar dias na sua cabeça e usa bem a repetição de palavras, um fator determinante para aprender a letra na terceira audição. Apesar de soar uma coisa meio Katy Perry, funciona bem.

Depois de um momento até razoável, a mesmice retorna nas completamente descartáveis "I Wish You Would" e "Bad Blood". Logo no início de "Wildest Dreams", fiquei com a impressão de ouvir uma canção do The Killers. À medida que foi avançando, tive a quase certeza que Brandon Flowers escreveu e produziu. Então vem esse pop pasteurizado de "How You Get the Girl", em que nove entre dez moças que estão aí fazem igual.

Quase 40 minutos depois, a velha Taylor Swift aparece em "This Love". Quer dizer, mais ou menos. É uma mistura da nova com a antiga. Enquanto a letra romântica lembra a Swift de antes, a batida lembra a atual. Por fim, "I Know Places" é bem sem-vergonha, enquanto "Clean” encerra com aquele ar de já vai tarde.

O saldo desse disco é muito, mas muito ruim. A única canção que destoa das outras é "Shake It Off", porque as outras têm a mesma base e o mesmo teor. Taylor Swift deveria crescer musicalmente nesse trabalho, porém ela regrediu ao fazer exatamente o que todas as outras cantoras da idade dela andam fazendo. Uma pena, mais uma cantora com potencial que joga tudo no lixo.

Tracklist:

1 - "Welcome to New York"
2 - "Blank Space"
3 - "Style"
4 - "Out of the Woods"
5 - "All You Had to Do Was Stay"
6 - "Shake It Off"
7 - "I Wish You Would"
8 - "Bad Blood"
9 - "Wildest Dreams"
10 - "How You Get the Girl"
11 - "This Love"
12 - "I Know Places"
13 - "Clean”

Nota: 0,5/5



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